Ibaneis diz que DF está “desmanchando” e insiste na queda de impostos

"É uma pena que a sociedade vai passar um período ainda de dificuldade. Mas arrumamos outras maneiras de compensar isso no futuro", disse

Filipe Cardoso/Especial para o MetrópolesFilipe Cardoso/Especial para o Metrópoles

atualizado 10/12/2018 18:25

O governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse nesta segunda-feira (10/12) que ainda tenta negociar com o governo Rollemberg a redução de impostos para 2019: “Se o governador não estiver disposto a fazer, no meu governo vou fazer. É uma pena que a sociedade vai passar um período ainda de dificuldade”. O emedebista jogou para a atual gestão qualquer responsabilidade sobre o assunto: “Estou tentando negociar, estou mostrando que dá para fazer. É um plano de governo. Se não dá para fazer, a responsabilidade por não realizar não pode ser minha, tem que ser repassada a quem está à frente do GDF atualmente”.

Uma possibilidade ventilada era a alteração no orçamento por parte da Câmara Legislativa (CLDF). Porém, para o governador, é uma medida arriscada e, por isso, foi abandonada. “Como a iniciativa é privativa do governador, vamos estar sujeitos a uma ação direta de inconstitucionalidade que pode ser movida pelo Ministério Público e criar instabilidade jurídica”, argumentou.

O emedebista informou que, se o orçamento não for adequado ainda em 2018 para a baixa dos tributos, ele fará, durante sua administração, as ações necessárias para reduzir os impostos. Até que a medida passe a valer, Ibaneis criará formas de compensação.

“Cidade Sonrisal”
As declarações foram dadas após a primeira reunião com sua equipe de governo (secretários, presidente de estatais e outros órgãos). De acordo com Ibaneis, a transição identificou desafios na saúde, educação e segurança percebidos ainda durante a campanha eleitoral.

“Estamos vivendo em uma sociedade desacreditada e a cidade está desmanchando. Nós temos visto nas ruas. Ontem mesmo pedalando vi que virou ‘Cidade Sonrisal’: se choveu, fica totalmente diluída. Precisamos trabalhar muito na infraestrutura e esse talvez seja um dos maiores problemas que temos”, declarou.

Na análise de Ibaneis, a infraestrutura precária dificulta novos investimentos. Na saúde, o governador eleito afirma que um problema seríssimo é a desorganização do sistema. “É facilmente percebida pela população e por vocês, da imprensa”, completou.

Ibaneis também teceu críticas à educação. “Temos um sistema educacional que, por melhor que tenha conseguido se manter durante os anos, não tem conseguido elevar o nível educacional e não existem projetos estruturantes”, afirmou.

Uma única voz
O emedebista explicou ainda que, na segurança, atuará para reabrir delegacias fechadas e resolver a pendência das “corporações que não se conversam”. Ibaneis disparou que quer acabar com a “briga” e deu um recado para quem for contra.

“Se continuarem insistindo, terão muitos problemas com o governo. Estou aqui para apoiá-los na recuperação da segurança do DF, mas vai ter que ter um comando único”, informou.

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