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Política

Buriti 2018: saiba quem são os políticos mais rejeitados pelo eleitor

Pesquisa aponta quem não receberia voto de jeito nenhum caso concorresse para governador. Agnelo e Rollemberg lideram o ranking

28/12/2017 05:12, atualizado 28/12/2017 15:10
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Elza Fiúza/Agência Brasil
Buriti 2018: saiba quem são os políticos mais rejeitados pelo eleitor

Os candidatos ao Palácio do Buriti vão precisar trabalhar dobrado para conquistar os brasilienses. Dos nomes listados na pesquisa encomendada pelo Metrópoles ao Instituto Dados, 37,8% não agradam aos eleitores, que não votariam em nenhum dos atuais postulantes ao Executivo local.

A rejeição mais alta é ao petista Agnelo Queiroz: 22,1% dos eleitores não gostariam de ver o político novamente no GDF. Mas, mesmo se quisesse tentar um retorno ao Buriti, Agnelo não poderia: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a condenação que tornou o político inelegível por oito anos. Ele é acusado de ter desvirtuado propaganda do governo em favorecimento próprio durante a campanha de reeleição em 2014.

Segundo a pesquisa Metrópoles/Dados, o atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), é o segundo colocado no ranking, com 14,8%.

O percentual dos eleitores que não têm objeção a qualquer um dos pré-candidatos soma 6,7% – superior aos índices obtidos por Alberto Fraga (DEM), 5,9%; Chico Leite (Rede), 3,1%; e Cristovam Buarque (PPS), 3,1%.

O resultado da pesquisa mostra a rejeição sistêmica da política de forma geral. Não é novidade. Nas eleições municipais de 2016, os votos brancos e nulos foram superiores aos de alguns eleitos.

Leonardo Barreto, cientista político da Universidade de Brasília

Outros pré-candidatos
Envolvido em escândalos de corrupção no âmbito da Operação Panatenaico – que investiga supostos desvios nas obras do Estádio Mané Garrincha – e ex-vice de Agnelo Queiroz, Tadeu Filippelli (PMDB) soma 2,9%.

A lista é seguida por Jofran Frejat (PR), com 2,5%; Reguffe (sem partido), 2,1%; e Rogério Rosso (PSD), também com 2,1%. Rosso teve curta passagem pelo comando do GDF após a prisão de José Roberto Arruda por corrupção, escândalo investigado na Operação Caixa de Pandora.

Os outros pré-candidatos não ultrapassam a casa dos 2% de rejeição. São eles: Izalci Lucas (1,8%), em pé de guerra com uma ala do próprio partido, o PSDB; o pedetista Joe Valle (1,7%), o ex-deputado Alírio Neto (PTB), com 1,4%; e os outsiders Alexandre Guerra (Novo), com 1,3%; e Ibaneis Rocha (PMDB), com 1,1%.

Arte/Metrópoles

Realizado entre os dias 6 e 12 de dezembro, o levantamento ouviu 1,2 mil eleitores da capital. As entrevistas foram feitas pessoalmente com moradores de 30 regiões do DF. A margem de erro é de 2%, e o nível de confiança é de 95%.

Novas caras
Para o especialista em políticas públicas Emerson Masullo, as eleições de 2018 terão novo perfil, que começou a ser desenhado em 2016. “Essa vai ser a eleição do médico, do comerciante, do professor, do delegado. Profissionais de áreas colapsadas, das quais a população cobra melhorias urgentes”, diz.

Assim como Leonardo Barreto, Masullo reforça que o brasileiro cansou dos atuais políticos. “A tendência é a rejeição de figuras tradicionais e um voto de protesto. O brasileiro vai querer contato com alguém que não tenha ligação partidária. Está cansado dos velhos caciques.”

E quem tem mais chances de se eleger?
Outra pesquisa encomendada pelo Metrópoles ao Instituto Dados aponta que 53% dos eleitores não escolheriam nenhum dos 14 nomes mais cotados para o cargo. O mais citado é o do senador José Antônio Reguffe, com 8,8% das intenções de voto. No entanto, o parlamentar declarou reiteradamente que não pretende concorrer às eleições do próximo ano.

Sem Reguffe no páreo, o pré-candidato mais próximo de chegar ao GDF é Jofran Frejat, com 6,1% da preferência dos brasilienses.