À medida que as eleições de 2018 se aproximam, o brasiliense fica mais indeciso quanto ao candidato para suceder Rodrigo Rollemberg (PSB) na chefia do Palácio do Buriti. Pesquisa encomendada pelo Metrópoles ao Instituto Dados aponta: 53% dos eleitores não escolheriam nenhum dos 14 nomes mais cotados para o cargo. Entre aqueles que já decidiram o voto, o pré-candidato mais próximo de chegar ao Governo do Distrito Federal (GDF) é o ex-deputado federal Jofran Frejat (PR), com 6,1% da preferência dos brasilienses.

Realizado entre os dias 6 e 12 de dezembro, o levantamento ouviu 1,2 mil eleitores da capital. As entrevistas foram feitas pessoalmente com moradores de 30 regiões do DF. A margem de erro é de 2%, e o nível de confiança, de 95%.

A 10 meses das eleições, o número de indecisos cresceu. Se, no ano passado, somavam 38% do total, em 2017 saltaram para 53%. O percentual é maior que a soma das intenções de voto para todos os candidatos apresentados pela pesquisa aos entrevistados.

Dos 14 nomes, o mais citado é o do senador José Antônio Reguffe (sem partido), com 8,8% das intenções de voto. No entanto, o parlamentar já declarou reiteradamente que não pretende concorrer às eleições do próximo ano. “Não serei candidato. Vou cumprir o meu mandato inteiro no Senado. Eu, ao contrário de outros, honro integralmente os compromissos que assumo com a população”, afirmou ao Metrópoles, no ano passado. A posição vem sendo mantida.

Em segundo lugar na pesquisa, aparece o ex-deputado federal Jofran Frejat (PR), citado como a escolha de 6,1% dos eleitores. O ex-secretário de Saúde já declarou sua intenção de disputar o GDF em 2018 e, caso as eleições fossem hoje, seria o mais próximo de chegar ao cargo.

Panatenaico
Os nomes de Reguffe e Jofran Frejat (foto em destaque) também foram os mais citados na pesquisa Metrópoles/Dados do ano passado. O terceiro lugar, no entanto, passou por uma mudança. Até 2016, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) estava entre os três nomes mais lembrados para o GDF. No entanto, com a deflagração da Operação Panatenaico, em maio deste ano, quando foi acusado de participar de um esquema de corrupção na realização de obras na capital, o peemedebista caiu para a oitava posição, com 1,5% das intenções de voto.

Com a queda de Filippelli, o terceiro lugar foi assumido pelo senador Cristovam Buarque (PPS/DF), citado por 4,3% dos entrevistados. A sigla do parlamentar cogita seu nome para a disputa do Buriti, mas ele já manifestou interesse em brigar pela Presidência da República. Em dezembro, Cristovam pretendia se licenciar do mandato para fazer pré-campanha pelo país. Porém, teve de mudar os planos depois que seu suplente, Wilmar Lacerda (PT), se envolveu em um escândalo sexual, como revelou o Metrópoles.

Com os índices de aprovação e a popularidade em queda, o governador Rodrigo Rollemberg, que já manifestou seu interesse na reeleição, aparece em quarto lugar, com 3,3% das intenções de voto. Apoiado por Jair Bolsonaro (PSC/RJ), o deputado federal Alberto Fraga (DEM) surge em quinto, com 3,1% das intenções de voto dos entrevistados.

Agnelo, o mais rejeitado
Também preso durante a Operação Panatenaico, da Polícia Federal, o ex-governador Agnelo Queiroz (PT) continua como o mais rejeitado pelos brasilienses. Questionados pela pesquisa, 22,1% dos eleitores afirmaram que não escolheriam o petista para a chefia do GDF, de jeito nenhum. Em 2016, ele já apareceu em primeiro lugar no ranking, com 38,7%.

Editoria de Arte/Metrópoles

Após ficar em terceiro lugar no ano de 2016, Rollemberg subiu para a segunda posição no índice de rejeição, com taxa de 14,8%. Em seguida, aparecem: Alberto Fraga (DEM), com 5,9%; o distrital Chico Leite (Rede), com 3,1%; e Cristovam Buarque (PPS), também com 3,1%. Os citados com o menor índice de rejeição são: Ibaneis Rocha (PMDB), 1,1%; Alexandre Guerra (Partido Novo), 1,3%; e Alírio neto (PTB), também com 1,3%.