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O ex-deputado federal Jofran Frejat (PR) almoçou nesta segunda-feira (21/8) com o senador Cristovam Buarque (PPS). Foi o primeiro encontro dos dois em muitos anos. Na última sexta-feira (18), Cristovam telefonou para Frejat e fez o convite. Eles se encontraram no restaurante do Senado. Em pauta, o futuro de Brasília e as eleições de 2018.

Até agora, Frejat, que tem boa reputação e um recall considerável de sua candidatura em 2014, vinha conversando com um grupo mais à direita. Nos últimos meses, o médico participou de duas reuniões onde estavam presentes Alberto Fraga (DEM), Tadeu Filippelli (PMDB), Eliana Pedrosa (sem partido), Izalci Lucas (PSDB), Alírio Neto (PTB) e Paulo Octávio (PP). O acerto entre eles foi que o nome mais bem colocado às vésperas do período eleitoral seria alçado a candidato ao governo do DF. O compromisso continua de pé, o problema é que a casa de alguns desses políticos não estará até as eleições.

No meio do caminho já ficou, por exemplo, Filippelli, que, na última sexta-feira (18), foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Panatenaico. O inquérito sustenta que o peemedebista está envolvido no esquema de corrupção que desviou mais de meio bilhão de reais do Estádio Mané Garrincha. Paulo Octávio não tem uma situação muito mais confortável. Embora empresário bem-sucedido, ele sofreu forte avaria em seu patrimônio político. Responde a, pelo menos, 10 ações penais na Caixa de Pandora, processo que, recentemente, voltou a andar nas esferas judiciais. Se condenado em segunda instância, Paulo Octávio perde a chance de disputar mandato eletivo.

Sem admitir, por enquanto, candidatura e disposto a ouvir todos os interessados na disputa de 2018, Frejat aceitou de pronto o convite de Cristovam. “O senador me disse que estava em busca de bons nomes para montar um time e, embora eu esteja participando das reuniões de outro grupo, não descarto nada, por enquanto. Nem mesmo sei se vou me candidatar”, conta Frejat. Supreso com a própria performance, que arrebanhou 44% dos votos válidos em 2014, ele se projeta novamente no cenário político.

“Sempre é bom ter um médico por perto nesta secura de Brasília”, descontraiu Cristovam sobre o encontro. O senador disse que resolveu procurar Frejat para debater sobre os desafios do Distrito Federal: “Estamos falando de uma unidade da Federação que teve vários ex-governadores presos, cujas contas não fecham e sujeita ao risco de perder o Fundo Constitucional”.

Durante o almoço, Cristovam disse a Frejat que eles são os políticos em atividade mais velhos do DF, “dois sobreviventes”. O primeiro completou 73 anos. O segundo, 80. Mas, reparem, o médico tem um irmão que foi deputado federal pelo Rio de Janeiro, José Frejat, que hoje está com 93 anos. Uma de suas irmãs viveu até os 98. Sua mãe alcançou os 96. Longevidade parece não ser um problema para Jofran Frejat e, pelo jeito, nem quem queira se aliar a ele.



 


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