Polícia quer saber se incêndio em que Marizelli morreu foi intencional

Delegado abre um segundo inquérito para entender as causas do fogo que a bombeira combatia no domingo

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atualizado 17/09/2019 19:23

A Polícia Civil do Distrito Federal instaurou inquérito para apurar não só o motivo da morte da bombeira Marizelli Armelinda Dias, mas também para entender o motivo do incêndio que ela combatia. Essa perícia foi solicitada após visita de equipe da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) ao local do acidente, nessa segunda-feira (16/09/2019).

Essa parte da investigação, explica o delegado Sérgio Bautzer, busca saber se o fogo foi iniciado de forma intencional ou não. “Já há uma apuração para saber a causa da morte, se foi apenas pelo choque com a árvore ou por descarga elétrica. Agora precisamos, por cautela, saber também como que o incêndio começou”, diz.

Com relação ao motivo do falecimento de Marizelli, Bautzer relata que, a princípio, apenas o impacto da árvore com o capacete foi apontado como causa. “Ainda estamos esperando o laudo necroscópico, que deve sair até o fim desta semana. No entanto nos foi relatado que só o trauma teria matado a bombeiro.”

Luto

Ninguém foi ouvido ainda pelo pessoal da 17ª DP. “Precisamos respeitar este momento de luto, até porque nossa intenção, com o inquérito, é auxiliar a corporação (Corpo de Bombeiros)”, pondera o delegado.

De acordo com Bautzer, após a conclusão dessas investigações, o inquérito será oferecido ao Corpo de Bombeiros Militar do DF. “A nossa investigação estará disponível, no intuito de fazer um compartilhamento de informações”, afirmou.

Explicações

Na segunda-feira (16/09/2019), o comandante-geral do CBMDF, coronel Carlos Emilson, também lamentou a morte da soldado da corporação. Ele classificou o caso como uma “fatalidade”. Segundo o bombeiro, a soldado foi integrada recentemente à corporação e tinha o treinamento necessário para o serviço, além de portar todos os equipamentos de proteção indispensáveis para a ocorrência.

O comandante informou que toda a guarnição foi atendida por um capelão e recebeu auxílio psicológico do subcomandante do Corpo de Bombeiros. Em seguida, por causa do abalo emocional, todos foram dispensados do serviço. Assim, outra companhia ficou responsável pela área de Taguatinga Norte. “É uma situação bem pesada, por mais que a gente se prepare para isso”, declarou o comandante.

Coronel Emilson afirma que todas as providências durante o socorro a Marizelli foram tomadas, o que incluiu a disponibilização de um helicóptero, que acabou não sendo usado. A corporação também está dando auxílio para a família. A militar deixou dois filhos: um menino e uma menina.

Nota da CEB

Em nota, a Companhia Energética de Brasília (CEB) disse que a queda de uma árvore originou o acidente que matou Marizelli. “Não existem informações da perícia que determinem se a bombeira recebeu alguma descarga elétrica”, ressaltou. A empresa destacou ainda que, quando há algum distúrbio na rede, os equipamentos de proteção do sistema atuam imediatamente, desligando a energia.

“Assim que ocorreu o acidente, os bombeiros acionaram nossa central de operações. Estávamos com uma equipe nas imediações e essa equipe chegou no local em menos de 15 minutos, se colocando à inteira disposição para dar apoio no que fosse necessário”, assinalou o órgão.

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