Pichação fala em massacre na UnB “se Bolsonaro for eleito”

Mesmo não tendo identificado o suposto ato de vandalismo na instituição, a UnB investiga e reportou o caso à Polícia Federal

atualizado 18/10/2018 17:18

Instagram/Reprodução

Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) foram surpreendidos com uma foto que começou a circular nas redes sociais esta semana. Nela, há uma pichação que teria sido feita em um dos banheiros da instituição com os seguintes dizeres: “Se Bolsonaro for eleito, é Columbine na UnB”.

A mensagem é uma referência ao massacre promovido por dois alunos da escola de Columbine, no Colorado, nos Estados Unidos, em 1999. No dia 20 de abril daquele ano, Dylan Klebold e Eric Harris, vítimas de bullying no colégio onde estudavam, dispararam contra colegas, deixando 12 mortos e ao menos 11 feridos. Ambos cometeram suicídio após os tiroteios.

O caso veio à tona após uma estudante postar a foto da pichação em seu Instagram. Diante da grande repercussão sobre o caso, a UnB também usou o Twitter para se posicionar e dizer que “repudia atos de vandalismo como esse, especialmente pelo seu conteúdo ameaçador à comunidade universitária”.

Em nota, a instituição esclareceu que a pichação não foi identificada pela equipe de manutenção da UnB. “A administração superior tomou conhecimento do caso por meio de fotografia postada em mídias sociais. Desde então, a universidade investiga a situação, sem que haja dados até o momento a serem divulgados”, destacou. A entidade também informou que o caso reportado à Polícia Federal.

Livros rasgados
Nos últimos dias, a UnB tem sido palco de manifestações que reforçam discursos de ódio. Na semana passada, livros com temática de direitos humanos da Biblioteca Central do Estudante (BCE) foram rasgados. O ato de vandalismo motivou um protesto dos estudantes, realizado no dia 10 de outubro.

Na quarta (17), o professor adjunto Luiz Araújo lamentou nas redes sociais a pichação em parada de ônibus com dizeres: “Ustra vive!”. Segundo o docente, a “disseminação do ódio está gerando uma militância ativa de direita, cujos ídolos são torturadores”. “É dever de todo democrata fazer de tudo para deter o avanço do fascismo. A omissão é cumplicidade”, completou.

 

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