Paroquiana sobre padre assassinado na Asa Norte: “Não tinha medo”

Em missa de corpo de presente, padre João Firmino pediu mais segurança: “A violência está a nossa volta”

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1 de 1 Velorio-do-padre-Casemiro-4 - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Após a missa de corpo presente do padre Kazimerz Wojno, mais conhecido como padre Casemiro, 71 anos, realizada na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na 702 Norte, o cardeal Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília, definiu o religioso como “um homem simples, fraterno e de paz”. “Lamentamos que ele, pregador da paz, tenha terminado seus dias aqui na Terra como vítima da violência”, disse o líder religioso.

A homilia realizada na tarde desta segunda-feira (23/09/2019) lotou a paróquia da 702 Norte. De pé, fiéis assistiram à celebração emocionados. “Eu ainda não acreditei. Acho que vou entrar ali na porta e ele vai estar sentadinho fazendo orações”, comentou a fiel Ceoliles Gaio, 71.

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Governador Ibaneis foi ao velório do padre Casemiro
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Fiéis começaram a chegar por volta das 8h
O clima é de revolta e comoção
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Dom Sérgio celebra missa na Paróquia Nossa Senhora da Saúde
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Dom Sérgio celebra missa na Paróquia Nossa Senhora da Saúde

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Padre Casemiro foi assassinado na noite de sábado (21/09/2019)
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Governador Ibaneis assistiu à missa
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Aposentada, a mulher frequenta a igreja desde a fundação e relata que conheceu o padre Casemiro ainda jovem. “Ele tinha o gênio forte, quando falava algo, era aquilo. Também era uma pessoa muito séria nas questões da fé, da religião”, relembrou. Segundo a paroquiana, os crimes na igreja eram constantes. “A gente ficava com medo porque aqui de noite é completamente deserto. Já tiveram muitos roubos, o último foi em um domingo de Páscoa, quando entraram e levaram o sacrário“, narrou.

“Ele (Casemiro) sempre pedia por segurança. Já entregou muito bandido para a polícia, saía correndo atrás, enfrentava mesmo, não tinha medo”, contou ao Metrópoles.

Pouco antes de ser assassinado, padre Casemiro celebrou missa. Um dos fiéis presentes sentiu um “clima estranho”. De acordo com ele, durante a homilia, o pároco disse que estava cansado e “as circunstâncias em que se encontrava iriam levá-lo à morte”. Comentou ainda que o religioso se sentia ameaçado e que, durante a cerimônia, falou sobre os assaltos que estavam ocorrendo na região.

https://www.youtube.com/watch?v=Ksil7knymJU&feature=youtu.be

Marlene Barroso, 77, foi uma das últimas a ver o padre Casemiro com vida. Ela conta que avisou ao pároco que já havia fechado a Igreja e iria para casa, no sábado (21/09/2019) à noite. Ele então chamou o caseiro para ajudá-lo na obra que fica nos fundos da paróquia e dona Marlene seguiu para sua residência. “Parece que estou sonhando, fora da realidade. Eu e meu marido trabalhamos com ele por 35 anos. Era muito amável, uma pessoa muito boa. Vou sentir muita falta”, lamentou.

Padre Casemiro morava nos fundos da Paróquia Nossa Senhora da Saúde. “Duas palavras o descrevem: dócil com todas as pessoas que o procuravam e firme contra exatamente o tipo de pessoa que fez essa barbaridade com ele”, contou um dos fiéis. “Ele era um pai para mim”, acrescentou o paroquiano, após deixar uma flor no caixão do religioso.

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Padre Casemiro foi assassinado na noite de 21 de setembro, logo após celebrar uma missa
O caso foi investigado pela 2ª DP
O caso é tratado como latrocínio, roubo seguido de morte
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Caseiro testemunhou crime, foi amarrado e ficou com cicatrizes nas pernas
Padre Casemiro foi brutalmente assassinado no sábado (21/09/2019)
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Padre Casemiro foi brutalmente assassinado no sábado (21/09/2019)

Paróquia Nossa Senhora da Saúde/Facebook
Padre Casemiro foi assassinado na noite de 21 de setembro, logo após celebrar uma missa
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Padre Casemiro foi assassinado na noite de 21 de setembro, logo após celebrar uma missa

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O caso foi investigado pela 2ª DP
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O caso foi investigado pela 2ª DP

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Caseiro testemunhou crime, foi amarrado e ficou com cicatrizes nas pernas
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O caseiro participou da reconstituição do crime
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O caseiro participou da reconstituição do crime

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Fiéis participando de missa na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, onde aconteceu o crime
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Fiéis participando de missa na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, onde aconteceu o crime

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Segundo a arquidiocese, programação de missas foi mantida em homenagem ao padre
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Padre Casemiro foi responsável pela construção da igreja
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Paroquianos ficaram chocados com o crime brutal
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Investigadores descobriram rota de fuga dos criminosos. Os suspeitos pularam a cerca da paróquia
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Padre Cristiano Soares celebrou a missa poucos dias depois da tragédia
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Padre Cristiano Soares celebrou a missa poucos dias depois da tragédia

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Comunidade ficou comovida com a barbárie
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Igreja Nossa Senhora da Saúde, na 702 Norte
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Fiéis não acreditavam na brutalidade do caso
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Fiéis não acreditavam na brutalidade do caso

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Igreja Nossa Senhora da Saúde, na 702 Norte

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Igreja Nossa Senhora da Saúde, na 702 Norte

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Segundo o padre João Firmino, coordenador da Comunicação da Arquidiocese de Brasília, o caso afetou muito a comunidade
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Segundo o padre João Firmino, coordenador da Comunicação da Arquidiocese de Brasília, o caso afetou muito a comunidade

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De acordo com o padre João Firmino, Casemiro tinha mais de 20 anos de trabalho no DF e era muito querido
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De acordo com o padre João Firmino, Casemiro tinha mais de 20 anos de trabalho no DF e era muito querido

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“Buscamos segurança”

O padre foi vítima de um assassinato brutal no fim de semana. Os bandidos fizeram uma emboscada no momento em que o religioso fiscalizava uma obra nos fundos da paróquia, na noite de sábado (21/09/2019). Eles ainda deixaram o caseiro amarrado. De acordo com o padre João Firmino, a paróquia agora busca por maior segurança. “Aqui é uma área escura, então chamamos atenção para isso. A violência está a nossa volta”, disse.

Sobre o crime, o religioso afirma que a casa do padre ficou “revirada” e a Igreja ainda não sabe o que os criminosos queriam. “A polícia colocou que foram quatro suspeitos, mas nós não temos como desconfiar de quem seja, porque ele [Casemiro] estava voltando da missa. Tinha já esse costume de voltar para casa mais tarde quando tem casamento. Então, estamos aguardando que a polícia pode nos dizer”, ressaltou.

Na tarde desta segunda, a encarregada de negócios da Embaixada da Polônia, Marta Olkowska, esteve na paróquia para acompanhar a cerimônia. Segundo ela, a embaixada se mantém em contato com a família do líder religioso na Polônia e permanecerá atualizando os parentes quanto às investigações. “A família soube do acontecimento e agora solicita imagens. Estamos mantendo contato com eles. É algo muito triste para nós. Uma morte muito violenta”, afirmou. O corpo do pároco será enterrado no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, na tarde desta segunda.

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