Neoenergia é chamada pelo MP para explicar apagões constantes no DF

A reunião durou mais de uma hora. Segundo a Neoenergia, um plano de manutenção será apresentado até 15 de março

atualizado

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1 de 1 neoenergia - Foto: Divulgação/Neoenergia

Na tarde desta quarta-feira (11/2), representantes da Neoenergia Brasília se reuniram com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para dar explicações sobre apagões constantes no DF.

A reunião durou pouco mais de uma hora. Após o encontro, o diretor de relacionamento com o cliente da Neoenergia Brasília, Gustavo Álvares, falou com a imprensa e destacou que a oportunidade serviu para que a empresa comentasse sobre os investimentos feitos no DF.

“Detalhamos a dinâmica desses investimentos e apresentamos o plano de investir mais R$ 1,2 bilhão nos próximos cinco anos. Também apresentamos os indicadores de disponibilidade de energia, que são indicadores regulados e monitorados pela ANEEL, que nos auxiliam a direcionar os investimentos de forma estratégica”, pontuou.

Sobre o apontamento do MP, de que o Distrito Federal sobre constantes quedas de energia, Álvares garantiu que “não há risco de colapso” na distribuição de energia. “O sistema de distribuição está devidamente planejado. Com os investimentos já realizados e os que serão feitos, não vislumbramos essa possibilidade”, avaliou.

Questionado sobre as causas das quedas de energia, Gustavo Álvares colocou a culpa nas vegetações como principal fator.

“Além disso, os raios e a presença de objetos lançados na rede contribuem para as interrupções. Também existem algumas questões relacionadas aos equipamentos, que necessitam substituição e estão contempladas em nosso plano de manutenção”, detalhou.

Inquérito

O MPDFT requereu que a Neoenergia Brasília seja condenada ao pagamento de R$ 86 milhões por danos morais coletivos, em razão de interrupções frequentes, prolongadas e recorrentes no fornecimento de energia elétrica em diversas regiões do DF.

O pedido ocorreu no âmbito de um inquérito civil que apura falhas estruturais e persistentes na prestação do serviço, considerado essencial. O valor, segundo o MP, corresponde a 2% do lucro líquido da concessionária em 2024, estimado em R$ 4,3 bilhões, e deverá ser revertido ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD).

“Zonas de sacrifício”

De acordo com o inquérito, uma análise técnica revelou a existência de verdadeiras “zonas de sacrifício” no Distrito Federal, em que o fornecimento de energia ocorre em regime de calamidade contínua, com índices muito acima dos limites regulatórios da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Entre os casos mais graves, está o da região do PAD-Jardim, onde os moradores ficaram, em média, mais de 41 horas sem energia em 2024, ultrapassando em 231% o limite permitido.

O Vale do Amanhecer, em Planaltina, também aparece com quadro crônico, operando há anos com quase o dobro do tempo máximo de interrupção tolerado pela regulação.

Outras áreas, como Grande Colorado, Sobradinho, Mangueiral e Paranoá, acumulam descumprimento sistemático das metas por pelo menos três anos consecutivos, segundo o documento.

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