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Secretaria é alvo de operação por compra de tinta por R$ 4,4 milhões
Investigação aponta que servidores e particulares criaram “núcleo paralelo” para direcionar contratações e comprar de tintas inseticidas
atualizado
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A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Goiânia é alvo de operação da Polícia Civil de Goiás que investiga a compra de 2.500 latas de tinta inseticida por cerca de R$ 4,4 milhões. O contrato foi firmado em 2024 e é suspeito de irregularidades.
Segundo os investigadores, servidores públicos e particulares teriam formado “núcleo paralelo” dentro da administração para acelerar e direcionar processos de contratação, burlando procedimentos legais para viabilizar a compra da tinta inseticida destinada a prédios públicos.
A Operação Núcleo Paralelo contou com apoio do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), da Polícia Civil do Distrito Federal.
Ao todo, foram cumpridos, nessa quarta-feira (11/3), 13 mandados judiciais, sendo dois de prisão temporária e 11 de busca e apreensão nas cidades de Goiânia (GO), Valparaíso de Goiás (GO) e Brasília (DF).
A Justiça também autorizou quebras de sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal, além do sequestro de valores até o montante do prejuízo investigado.
A investigação apura crimes como associação criminosa, fraude em contrato e alteração irregular de contrato administrativo.
Auditorias e diligências policiais apontaram uma série de irregularidades na contratação, execução e fiscalização do contrato, incluindo divergências no fornecimento do produto, inconsistências na execução do serviço e falhas no controle e armazenamento do material.
