Mirelle Pinheiro

Escola no Setor de Motéis motivou investigação de desvios na Educação

A operação Blackboard foi deflagrada nesta quarta-feira (12/3) e cumpre mandados de busca e apreensão na CLDF e endereços ligados a Hermeto

atualizado

metropoles.com

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Divulgação MPDFT
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1 de 1 Operação - Foto: Divulgação MPDFT

A locação de uma escola no Setor de Motéis da Candangolândia motivou uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Vice-Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A operação Blackboard foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (12/3).

Ao todo, 31 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Câmara Legislativa do DF, Secretaria de Educação, e endereços ligados ao deputado distrital Hermeto, líder do Governo na CLDF. Até o momento, a investigação aponta que o Deputado Distrital Hermeto Oliveira Neto teve papel decisivo na articulação do esquema.

No centro do esquema está a locação, em tese fraudulenta, de um imóvel privado, situado no Setor de Motéis da Candangolândia, para abrigar o Centro de Ensino Fundamental 01 (CEF 01) da Candangolândia e a sede da Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Núcleo Bandeirante. Para viabilizar a mudança, Ana Maria Alves da Silva, então Coordenadora Regional de Ensino do Núcleo Bandeirante, deflagrou o processo administrativo com a falsa alegação de que o prédio público original estava em condições precárias e condenado à demolição — sem nenhum laudo técnico que comprovasse tal situação. Outros servidores da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE/DF) endossaram a narrativa e deram continuidade ao procedimento ilegal e estão sendo investigados.

O esquema foi desmascarado pelo tempo: passados mais de cinco anos, o mesmo imóvel público é alvo de um contrato de reforma firmado em 2025 no valor de aproximadamente R$ 12 milhões. Ou seja, o Poder Público gastou mais de R$ 19 milhões em aluguéis por um prédio que poderia ter reformado por valor inferior — e ainda hoje o edifício original permanece de pé e, tem tese, em obras.

“A ação apura crimes praticados contra a educação pública do Distrito Federal, entre os quais corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, peculato, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As medidas cautelares foram autorizadas pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), em razão da prerrogativa de foro de um dos investigados”, informou o MPDFT

Não há indícios de envolvimento da atual Secretária de Educação com o esquema investigado.

O Metrópoles procurou a secretaria de Educação e o Deputado Hermerto, mas ainda não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

 

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