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Presos do “Workshop do Fuzil” podem ter até R$ 1 bilhão bloqueados em contas
A fase ostensiva da Operação Eixo também cumpriu 40 mandados de prisão temporária, pelo prazo de 30 dias, além de outras medidas judiciais
atualizado
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Os investigados da Operação Eixo, deflagrada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor), nesta sexta-feira (10/4), podem ter até R$ 1 bilhão bloqueado de contas diversas. Entre os alvos, há pelo menos três brasilienses que participaram de um verdadeiro “workshop do fuzil” no Complexo da Maré (RJ).
A fase ostensiva da operação também cumpriu 40 mandados de prisão temporária, pelo prazo de 30 dias, além de mandados de busca e apreensão para 56 endereços.
Veja outras ordens judiciais que foram impostas:
- Decretação de indisponibilidade de bens de 49 alvos;
- Sequestro de veículos;
- Sequestro de três imóveis;
- Bloqueio de criptoativos.
As investigações da operação alcançaram dois núcleos centrais de atuação no Distrito Federal, vinculados a grupos criminosos rivais.
Um dos principais investigados ocupava um cargo de relevância na logística, sendo o responsável pela remessa de grandes carregamentos de entorpecentes vindos de outros estados.
A vinculação desses investigados a ambientes criminosos fortemente armados e facções já consolidadas fora do DF reforça a gravidade do cenário.
A Draco reuniu indícios consistentes de que essa “difusão operacional” visava importar para Brasília o modelo de violência e domínio territorial observado no Rio de Janeiro.
A rede criminosa contava com o suporte de estrangeiros para operar sua engrenagem financeira. Entre os alvos, estão dois colombianos e um venezuelano.
Um dos colombianos, já investigado pela Polícia Federal por lavar dinheiro para o Comando Vermelho (CV) no Amazonas e com nome na difusão vermelha da Interpol, foi capturado em outubro do ano passado, na Espanha.
Os investigados podem ser condenados a penas que variam de 11 a 33 anos de reclusão por tráfico, organização criminosa majorada e lavagem de dinheiro.
Aprendizes da morte
As investigações também revelaram pelo menos três faccionados deixaram o Distrito Federal com destino ao Complexo da Maré para um “estágio de guerra”.
O grupo participou de um “intensivão” tático, um verdadeiro “workshop do fuzil”, ministrado no Complexo da Maré, reduto e palco de guerra sangrentas entre o TCP e o Comando Vermelho (CV).
Imagens obtidas pela Draco mostram os alvos do DF ostentando fuzis nas vielas da Maré, evidenciando o intercâmbio tático e a gravidade da conexão interestadual.
Veja:
A descoberta foi o estopim para a Operação Eixo. As apurações da Draco expuseram uma estrutura criminosa altamente profissionalizada, voltada ao abastecimento do mercado de drogas no DF e à ocultação de lucros ilícitos por meio de mecanismos típicos de lavagem de dinheiro.
Além do Distrito Federal, onde as equipes atuaram em regiões como Asa Norte, Ceilândia, Samambaia, Guará e Lago Norte, a operação se estendeu por sete estados.
Embora a PCDF tenha identificado conexões operacionais profundas e treinamentos táticos, a corporação afirma que não há indícios da instalação de uma estrutura de comando própria de facções cariocas no Distrito Federal.
A Operação Eixo visa justamente sufocar o avanço desses núcleos e responsabilizar toda a cadeia hierárquica.













