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Workshop do Fuzil: faccionados do DF fazem intercâmbio e aprendem a matar na Maré

PCDF deflagrou megaoperação contra faccionados do DF que foram “batizados” por facção e treinados com armamento de guerra no Rio de Janeiro

atualizado

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Arte / Metrópoles
TCP – Terceiro Comando Puro
1 de 1 TCP – Terceiro Comando Puro - Foto: Arte / Metrópoles

Nas primeiras horas desta sexta-feira (10/4), a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) deflagrou operação para desmantelar uma organização criminosa de altíssima periculosidade que rompeu as fronteiras da capital da República para buscar especialização bélica no Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, criminosos brasilienses foram oficialmente “batizados” e integrados às fileiras do Terceiro Comando Puro (TCP), uma das maiores facções cariocas.

Mais do que uma aliança, o grupo participou de um “intensivão” tático, um verdadeiro “workshop do fuzil”, ministrado no Complexo da Maré, reduto e palco de guerra sangrentas entre o TCP e o Comando Vermelho (CV). Imagens obtidas pela Draco mostram os alvos do DF ostentando fuzis nas vielas da Maré, evidenciando o intercâmbio tático e a gravidade da conexão interestadual.

A ofensiva da Polícia Civil do DF (PCDF) mobilizou cerca de 200 policiais para o cumprimento de medidas judiciais severas, incluindo 40 mandados de prisão temporária e 56 de busca e apreensão. Houve ainda o bloqueio de bens de 49 alvos, sequestro de veículos, imóveis e ativos digitais.

Mercado de droga

A investigação identificou uma engrenagem sofisticada voltada ao abastecimento do mercado de drogas no Distrito Federal. Para sustentar o esquema, a organização utilizava uma rede de blindagem patrimonial que incluía:

  • Empresas de fachada e contas de terceiros (“laranjas”);
  • Criptoativos e operações no mercado de capitais;
  • Operadores financeiros em diferentes unidades da federação;
  • A periculosidade do grupo foi atestada durante as diligências: um dos responsáveis pela logística morreu em confronto com a Polícia Militar de Minas Gerais enquanto transportava um grande carregamento de maconha e portava uma arma de fogo de uso restrito.

Conexão e lavagem

O esquema possuía ramificações estrangeiras cruciais. Entre os alvos, figuram dois colombianos e um venezuelano. Um dos colombianos, peça relevante na lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho Amazonas e alvo de difusão vermelha da Interpol, foi preso recentemente na Espanha, reforçando o caráter transnacional da rede investigada.

A execução das medidas judiciais ocorreu de forma simultânea em diversas regiões. No Distrito Federal, as equipes atuaram na Asa Norte, Gama, Samambaia, Sobradinho, Ceilândia, Santa Maria, Guará, Lago Norte, Vila Planalto e Asa Sul. Em Goiás, os alvos foram localizados em Valparaíso de Goiás e Planaltina de Goiás.

No estado de São Paulo, a operação alcançou a capital, Guarujá e Atibaia. As diligências se estenderam ainda a Uberlândia, em Minas Gerais; Manaus e Careiro Castanho, no Amazonas; Foz do Iguaçu, no Paraná; e às cidades catarinenses de Jaraguá do Sul, São Lourenço do Oeste e Itapema, em Santa Catarina.

Sufocamento às facções

A PCDF destaca que, embora a conexão operacional com o Rio de Janeiro seja alarmante, até o momento não há indícios de instalação de uma estrutura própria das facções cariocas no DF.

A Operação Eixo cumpre o papel de asfixiar o braço financeiro e interromper o fluxo de drogas. Os investigados podem pegar de 11 a 33 anos de reclusão por crimes de tráfico, organização criminosa majorada e lavagem de dinheiro.

A operação contou com o apoio das polícias civis de todos os estados envolvidos (PCRJ, PCSP, PCSC, PCPR, PCAM, PCGO) e da Divisão de Operações Especiais (DOE) da PCDF.

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