Pedófilo induzia crianças a gravar e enviar vídeos sexuais no WhatsApp. Veja vídeo
O homem é suspeito de fazer cerca de 12 vítimas espalhadas por todo o país, incluindo estados com Rio de Janeiro e São Paulo

Um homem de 32 anos suspeito de aliciar adolescentes pela internet e armazenar material de exploração infantojuvenil foi preso durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A ação ocorreu nesta terça-feira (9/6), em Carapicuíba (SP), durante a Operação Acônito, conduzida pela Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 19ª Delegacia de Polícia, em Ceilândia.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito fez uma rede de vítimas espalhadas pelo país. Pelo menos 12 possíveis vítimas foram identificadas no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e estados do Nordeste.
As investigações começaram em maio de 2025, quando o pai de um adolescente de 13 anos denunciou que o filho estava sendo aliciado por meio de um aplicativo de mensagens.
De acordo com a PCDF, o investigado utilizava plataformas de jogos on-line, como Free Fire e Roblox, além de transmissões ao vivo de conteúdo adulto, para localizar potenciais vítimas. Após conquistar a confiança dos adolescentes, ele transferia as conversas para o WhatsApp. O contato do suspeito aparecia no celular da vítima identificado apenas por um emoji de lobo.
As investigações apontaram que o suspeito orientava os menores a produzir vídeos com conteúdo sexual, indicando detalhes sobre gravação e atos que deveriam ser praticados. Como troca, ele oferecia recompensas como moedas virtuais em jogos, transferências via Pix e presentes enviados por aplicativos de entrega.
Com apoio da Polícia Civil de São Paulo, os agentes da PCDF cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do investigado. Um perito especializado em crimes cibernéticos identificou imagens e vídeos de exploração sexual infantojuvenil armazenados em aparelhos eletrônicos, o que levou à prisão em flagrante.
O homem poderá responder por estupro de vulnerável e por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O material apreendido será analisado pela perícia da PCDF para identificar outras vítimas e compartilhar provas com as polícias civis dos estados envolvidos nas investigações.



