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Na Mira

PCDF estoura bordel sigiloso que atendia público da Esplanada na Asa Norte

Esquema, denunciado pela coluna Na Mira em novembro do ano passado, funcionava sob fachada de clínica de massagens na comercial 410 Norte

14/09/2026 18:15, atualizado 14/09/2026 18:43
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camisinha e roupas

A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), prendeu em flagrante, na tarde desta segunda-feira (14/9), uma mulher investigada por manter um estabelecimento destinado à exploração sexual no subsolo da SCLN 410, na Asa Norte.

O esquema de prostituição que funcionava no local já havia sido revelado e denunciado pela coluna Na Mira em matéria publicada em novembro do ano passado. A prisão ocorreu no âmbito de um inquérito policial que, após denúncias e apurações, reuniu um robusto conjunto de provas indicando a exploração econômica da prostituição de forma contínua no endereço.

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A investigação da PCDF ganhou musculatura após denúncias e investigações de campo confirmarem o que a coluna expôs em novembro do ano passado: o local, formalmente registrado como clínica de massoterapia e bem-estar, operava como um bordel disfarçado. Durante as apurações, os policiais civis identificaram dois sites mantidos pelo estabelecimento.

Terapeutas da sacanagem

O primeiro apresentava uma fachada institucional, alegando oferecer serviços sem conotação sexual. O segundo portal, contudo, trazia anúncios com fotos de nudez de mulheres apresentadas como “terapeutas” ou “massagistas”, além de linguagem explícita voltada à venda de prazer. Ambas as páginas utilizavam o mesmo endereço comercial e os mesmos números de contato. Em um dos portais, o próprio local propagandeava contar com uma equipe de mais de 20 atendentes.

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As investigações conduzidas pela 2ª DP apontaram que a mulher presa exercia papel de liderança na administração da casa. Ela consta como titular dos domínios na internet e responsável pela pessoa jurídica sediada no imóvel comercial. Os agentes também mapearam uma chave pix vinculada ao número de telefone do local, registrada diretamente em nome da empresa para a arrecadação dos pagamentos.

Na tarde desta segunda, equipes da 2ª DP realizaram a abordagem no estabelecimento e efetuaram a prisão em flagrante da administradora. Foram apreendidos celulares, máquinas de cartão de crédito e débito, cadernos de anotações e documentos que passarão por perícia. A PCDF visa agora analisar a movimentação financeira e identificar outros envolvidos no negócio.

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Sigilo absoluto

Conforme exposto pela coluna no fim do ano passado, o estabelecimento utilizava a fachada de bem-estar para atrair clientes — com especial atenção a frequentadores do centro da capital e da Esplanada dos Ministérios —, sob a promessa de sigilo absoluto.

O acesso era planejado para não atrair a atenção da vizinhança: em horário comercial, a entrada devia ser feita pela escada lateral da quadra; após as 18h e aos fins de semana, os clientes entravam exclusivamente pela portaria dos fundos, acionando o interfone. “Olha, são R$ 250 pela massagem e o relax final”, dizia a gerente ao recepcionar os frequentadores, apontando para um QR code fixado na parede.

O comprovante do serviço escancarava a fraude do discurso terapêutico: do valor total cobrado, R$ 170 eram lançados como “terapia” e R$ 80 constavam como um “aditivo especial” — nomeado abertamente no local como “xerecada da alegria”. Após o pagamento, as jovens contratadas eram apresentadas uma a uma em uma sala de espera climatizada antes do atendimento em área privativa.

O estouro do prostíbulo na SCLN 410 é a segunda ação desse tipo promovida pela 2ª DP na Asa Norte em curto intervalo. No último dia 23 de julho, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão e fechou outro endereço de exploração sexual na SHCGN 704/705.

Naquela oportunidade, duas adolescentes foram resgatadas no local e encaminhadas ao Conselho Tutelar, e a proprietária do imóvel foi indiciada pelo crime de manutenção de casa de prostituição.