Escolhido por Gonet para atuar no Master divide aula com Moraes na USP
Subprocurador escolhido por Paulo Gonet para atuar no Caso Master divide docência de matéria na USP com Alexandre de Moraes

Escolhido pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para atuar nas ações do Caso Master, o subprocurador André de Carvalho Ramos mantém relação profissional com o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Ramos e Moraes são atualmente os docentes responsáveis por disciplina do programa de pós-graduação stricto sensu em Direito da Universidade de São Paulo (USP), segundo informações da própria instituição.
O subprocurador e o ministro do Supremo são responsáveis pela disciplina “Direito Digital: Novos desafios da Democracia, Constituição, Direitos e Desenvolvimento”, criada em maio de 2026 e com duração de 120 horas-aula.
A matéria também tem como docente responsável o ministro do TSE André Ramos Tavares. Segundo a USP, a disciplina é necessária diante da “complexidade dos fenômenos que emergem da interação entre as novas tecnologias e a ordem jurídica” e revisita “categorias e institutos tradicionais”.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha“A democracia representativa também se vê profundamente desafiada pelo ambiente digital, especialmente diante da manipulação algorítmica do eleitor, da proliferação de desinformação e do fortalecimento de movimentos populistas extremistas por meio das redes sociais. A proteção da igualdade e da liberdade eleitoral exige que o ordenamento jurídico desenvolva respostas específicas para esse novo contexto, o que confere à disciplina relevância direta para os debates mais sensíveis do constitucionalismo e do direito eleitoral contemporâneos”, diz a USP sobre as aulas.
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O subprocurador foi escolhido na sexta-feira (11/9) para atuar com Paulo Gonet e com o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, nas ações judiciais e extrajudiciais relacionadas ao Caso Master, em que Moraes é citado.
No despacho, assinado pelo próprio Gonet, André Ramos fica autorizado a atuar junto ao Supremo nos processos relacionados às investigações sobre a fraude que envolve o Master, comandado por Daniel Vorcaro, dono do banco.
O movimento foi visto como uma tentativa de Gonet de diminuir a pressão sobre si, após aparecer em conversas do banqueiro reveladas em relatório da Polícia Federal que identificou autoridades que mantinham relação com Vorcaro.
O principal interlocutor do banqueiro, entretanto, era o próprio Alexandre de Moraes. O STF deve decidir nesta terça-feira (15/9) se autoriza que o ministro seja formalmente investigado por causa das conversas com o dono do Master.










