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Apuração pelo Brasil

Igor Gadelha

Dias antes de ser alvo da PF, deputado disse ter tido celular roubado

Deputado Cezinha de Madureira, alvo da operação da PF nesta segunda-feira, disse que seu celular foi furtado na sexta-feira, em São Paulo

14/09/2026 09:45, atualizado 14/09/2026 10:05
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Foto colorida de Cezinha de Madureira, presidente da Comissão de Viação e Transporte - Metrópoles

Dias antes de ser alvo da Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (14/9), o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) anunciou que teria tido o celular roubado em São Paulo, na sexta-feira (11/9).

Cezinha chegou a publicar vídeo nas redes sociais para reclamar do furto. Segundo ele, em apenas 15 minutos, os criminosos acessaram suas contas bancárias e alteraram a senha de seu WhatsApp.

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Deputado Cezinha de Madureira (PL-SP)
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Deputado Cezinha de Madureira (PL-SP)

Crédito/Câmara dos Deputados

“Essa sexta-feira eu senti na pele o que a falta de segurança pode causar para o cidadão brasileiro. Em plena Avenida Paulista, furtaram o meu celular. Tomaram assim, mas muito rápido. Em apenas 15 minutos, eles acessaram todas as minhas contas, cartão de crédito, trocaram a senha do meu WhatsApp, a senha do meu celular. E foi uma devastação total”, relatou Cezinha no vídeo, postado no fim de semana.

O deputado é um dos membros ativos da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara e um dos aliados próximos do ministro André Mendonça, em guerra aberta contra a ala de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal.

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A autorização para a operação contra Cezinha partiu do ministro Flávio Dino. A ordem foi assinada há duas semanas, em 5 de setembro. Três dias antes, em 2 de setembro, Mendonça derrubou o sigilo do relatório que mostrava conversas de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro e remeteu o caso à presidência da Corte.

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Operação Transparência

A operação desta segunda-feira, batizada de Transparência pela PF, apura grupo suspeito de negociar o pagamento de valores expressivos em troca de suposta influência sobre decisões judiciais.

Segundo a investigação, integrantes do grupo teriam procurado terceiros e acertado pagamentos que dependiam do resultado de processos em andamento. Em troca, alegavam que poderiam influenciar as decisões.

A investigação começou em dezembro de 2025 para apurar possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. No decorrer das diligências, a PF encontrou indícios que levaram à abertura dessa nova frente, voltada à suposta negociação de influência em processos judiciais.