Entre a mamada e a curiosidade: os voyeurs da Floresta dos Sussurros. Veja vídeo
Espaço no Parque da Cidade reúne mais homens em busca de sexo rápido; há quem vá até o local para observar os momentos de prazer

Nem só de encontros íntimos vive a chamada Floresta dos Sussurros. Em meio à vegetação fechada ao lado do Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, um outro grupo chama atenção. São os voyeurs, homens que não participam das relações, mas comparecem ao local apenas para observar o momento de prazer alheio. A prática, que compõe os bastidores do cenário, mistura curiosidade e desejo.
Na noite de estreia da Copa do Mundo, na última quinta-feira (11/6), quando a chamada “Copa do Prazer” movimentava o local, um personagem chamou atenção.
Conhecido como “Engole Cobra”, o voyeur permaneceu escondido entre a copa das árvores observando a movimentação enquanto outros homens protagonizavam momentos de sexo rápido no bosque. Animado, ele chegou a exibir os “peitinhos” e ir embora.
A coluna Na Mira flagrou grupos concentrados no estacionamento com homens ávidos por uma sessão de sexo oral ou uma “rapidinha”. Ali, a troca de palavras é rápida, o sexo é rotativo e a preocupação em ser visto simplesmente não entrava em campo. Após uma sequência de sexo oral em quem estava perfilado na “barreira”, os motoristas que garantiam o prazer deixavam o local acelerando.
Até mesmo motoboys, aproveitando o horário de folga entre uma entrega e outra, estacionavam suas máquinas para participar das jogadas sexuais em meio aos arbustos. Na “Floresta dos Sussurros”, duplas curtiam momentos de intimidade por meio da “masturbação solidária”. Em meio à relva, os casais não se intimidavam com a passagem de ciclistas ou os corredores que cruzavam as ciclovias.
Regra do jogo
Os encontros ocorrem à luz do dia em um dos pontos turísticos da capital, dividindo espaço com famílias e atletas. Juridicamente, a prática configura ato obsceno, uma contravenção penal geralmente apurada por meio de Termo Circunstanciado (TC). No entanto, para os atletas da madrugada (e do entardecer), o risco parece aumentar a adrenalina do placar.
Para quem assiste de fora, os sinais que autorizam a aproximação seguem um padrão tático bem ensaiado. O “aquecimento” funciona assim: um carro encosta próximo ao outro. Em seguida, vidros são abaixados vagarosamente e as portas ficam semiabertas.
Esta é a senha definitiva para o início da partida. A partir daí, o jogo se desenvolve de forma livre: pode ser dentro do próprio automóvel, no banco traseiro, do lado de fora e em cima do capô quente, ou no corpo a corpo direto, agarrando-se aos troncos das árvores e aplaudindo o próprio espetáculo.



