“Malu Navalha”, agiota que aterrorizava devedores, é presa no Tocantins.
Ela integrava a ala violenta de uma quadrilha de agiotagem, chegando a ameaçar de morte devedores que não conseguiam quitar as dívidas

Conhecida no mundo do crime como “Malu Navalha”, Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, investigada por participar de um esquema de agiotagem atuante no Distrito Federal, foi presa neste domingo (13/9), no Tocantins.
Veja o momento da prisão:
Agentes da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) da cidade de Paraíso do Tocantins localizaram a investigada — que teve a prisão preventiva decretada e era considerada foragida — na cidade de Lagoa da Confusão.
“Malu Navalha” integrava a ala de cobrança de uma organização criminosa de agiotagem e aterrorizava os devedores. Em áudios gravados para intimidar uma mulher com parcelas em atraso, obtidos pela coluna Na Mira, a suspeita dispara ameaças explícitas de morte.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“E aí, sua vagabunda! Você não vai [pagar] meu dinheiro não, cachorra? Tu não tem medo de eu ir aí e enfiar um monte de bala na sua cara, não?”, ameaçou a agiota.

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Ver todasEm outra mensagem enviada à mesma vítima, Maria Luiza avisou que estava na porta da casa da mulher e afirmou que não deixaria o local sem o dinheiro, prometendo montar uma barraca do lado de fora do imóvel, até que a mulher fosse obrigada a sair.
“Hoje eu só saio daqui com esse dinheiro. Se eu não conseguir entrar aí, nem que eu tenha que colocar uma barraca do lado de fora. Uma hora você terá que sair. Estou te esperando aqui fora”, ameaçou.
Uma megaoperação, deflagrada pela Polícia Civil (PCDF) na quinta-feira (11/9), visou desarticular a estrutura do grupo, que contava inclusive com o suporte de um sargento reformado da Polícia Militar de Goiás para garantir a segurança das operações ilegais.
Ao todo, a Justiça expediu 12 mandados de prisão preventiva e autorizou o bloqueio de até R$ 10 milhões nas contas dos suspeitos, além do sequestro de bens adquiridos com o lucro do crime nas cidades de Goiânia, Formoso, Senador Canedo, Palmas e Araguaína.
Os alvos responderão por usura, extorsão, organização criminosa armada, lavagem de dinheiro e coação no curso do processo.












