PM da reserva de Goiás está entre os presos em operação contra agiotagem.
De acordo com a PCDF, José Luiz Silva Sá era responsável por cobrar e ameaçar as vítimas que não conseguiam pagar as dívidas

Um policial militar da reserva de Goiás, identificado como José Luiz Silva Sá, está entre os 11 presos durante a operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que investiga um grupo de agiotagem que atuava contra feirantes no DF, Goiás e Tocantins. Segundo as investigações, o homem participava da cobrança das vítimas e recorria a ameaças quando os clientes não conseguiam pagar os valores cobrados.
Veja um dos integrantes do grupo exibindo o dinheiro da agiotagem:
De acordo com o coordenador da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), delegado Rogério Rezende, antes do policial agir, três mulheres realizavam as cobranças e as ameaças. Caso o primeiro contato não surtisse efeito, José Luiz entrava em ação.
“Ele participava do braço armado do grupo. Foi flagrado realizando essas ameaças, inclusive utilizando ostensivamente arma de fogo”, disse Rogério.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFEm nota, a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) informou que acompanhou a execução da medida judicial e “adotará todas as medidas pertinentes no momento oportuno”.
Segundo a corporação, o policial estava na reserva remunerada. “Não tinha qualquer vínculo com o serviço ativo da corporação“, destacou.
Empréstimos
O grupo oferecia empréstimos de R$ 1 mil a R$ 30 mil, principalmente para comerciantes de feiras e pequenos empresários. Os valores eram cobrados com juros de cerca de 20%, em alguns casos diariamente. As vítimas que não conseguiam pagar passavam a sofrer ameaças e extorsões.
A investigação começou após a morte de um feirante da Feira dos Goianos, que teria pegado aproximadamente R$ 5 mil com o grupo. Após a morte dele, a filha passou a ser cobrada e ameaçada pelos criminosos.
Segundo a PCDF, a família chegou a receber fotos da residência e de momentos do cotidiano, o que fez os parentes mudarem de endereço por medo.
Foragida
Uma das investigadas, identificada como Maria Luiza da Silva Araujo Lopes, continua foragida. De acordo com o delegado, ela fazia parte do grupo responsável pelas cobranças e ameaças.

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Ver todas“Ela era uma das pessoas que cobrava, que praticava as ameaças. Inclusive, foi flagrada junto com o policial militar reformado preso fazendo essas ameaças”, afirmou Rogério.
Apreensões
Durante a operação realizada nessa quinta-feira (10/9), foram apreendidos oito carros, inclusive uma caminhonete Dodge Ram e uma Chevrolet S10, além de 10 armas de fogo que era usadas durante as ameaças.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) também determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões das contas ligadas ao grupo. Segundo a PCDF, os investigados movimentaram a quantia em apenas seis meses.















