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Líder de esquema de “lavagem de remédios” movimentou R$ 22 milhões. Vídeo

O esquema foi revelado pela 10ª DP durante o cumprimento da operação Alto Custo. Ao todo 17 mandados de busca e apreensão foram cumpridos

atualizado

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Divulgação/PCDF
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1 de 1 esquema-criminoso-medicamentos-10-dp - Foto: Divulgação/PCDF

O líder da organização criminosa que atuava no furto e roubo de medicamentos de altíssimo valor, como os de tratamento para pacientes com câncer, movimentou cerca de R$ 22 milhões em apenas um ano. O valor foi conquistado por meio do sistema estruturado de “lavagem de medicamentos”, no qual empresas de fachada eram utilizadas para emitir notas fiscais frias, conferindo aparência de legalidade a produtos roubados.

Segundo as investigações da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul), o valor milionário foi movimentando em Goiânia (GO). As diligências também apontam que cidades do Entorno do Distrito Federal, como Valparaíso de Goiás (GO) e Novo Gama (GO), receberam movimentações de dinheiro da quadrilha.

O esquema criminoso foi revelado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) durante o cumprimento da operação Alto Custo. Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e cinco prisões preventivas, com o apoio da Divisão de Operações Especiais (DOE), além da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Medicamentos usados no tratamento de câncer, com preços que chegam a ultrapassar R$ 80 mil por caixa, estavam entre os principais alvos de uma organização criminosa. Entre eles, remédios como o Imbruvica, o Venclexta e o Tagrisso eram frequentemente roubados ou desviados devido ao seu alto valor de mercado e à grande demanda no sistema de saúde.

Veja como funcionava o esquema:

organograma de crime

 

O trabalho revelou não apenas a atuação externa da quadrilha, mas também um preocupante esquema interno: 13 funcionários de uma empresa farmacêutica foram identificados como responsáveis por desviar medicamentos diretamente de dentro da própria companhia, utilizando artifícios para mascarar os furtos e evitar suspeitas. Todos foram indiciados, assim como os líderes do grupo, capturados durante a operação.

Outro aspecto ainda mais grave veio à tona ao longo das investigações: após o roubo, os medicamentos não eram armazenados sob condições adequadas de refrigeração, fundamentais para preservar sua eficácia.

Sem esse cuidado, muitas dessas substâncias perdiam completamente seu efeito terapêutico, transformando-se em verdadeiros placebos. Em alguns casos, havia risco ainda maior, o de causar danos à saúde dos pacientes.

Segundo a polícia, o prejuízo não é apenas financeiro. Ao desviar medicamentos essenciais e de altíssimo custo, a organização compromete diretamente o tratamento de pacientes que dependem dessas substâncias para sobreviver, agravando ainda mais a gravidade do crime.

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