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“Já era aqui”: homem que matou ex e levou corpo a DP negou socorro. Veja vídeo
Wellington de Rezende Silva, de 43 anos, afirmou que a mulher suplicou por ajuda e até mencionou os filhos do casal
atualizado
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Durante depoimento à Polícia Civil, o motorista de aplicativo que matou a ex-mulher com uma facada no pescoço dentro do próprio carro confessou que negou socorro à vítima. O crime foi cometido nessa segunda-feira (9/3), na DF-128, em Planaltina (DF).
Veja outra parte do depoimento:
Frio e sem demonstrar nenhum remorso, Wellington de Rezende Silva (foto em destaque), de 43 anos, afirmou que a mulher suplicou por ajuda e até mencionou os filhos do casal, mas o feminicida não atendeu ao pedido. “Ela já estava jorrando sangue, aí eu falei assim: ‘Vai morrer’“, detalhou à polícia.
Incrédulo, o policial perguntou novamente: “Mesmo jorrando sangue, ela ficou pedindo [ajuda] para o senhor?”. Ele respondeu: “Aí ela ficou só jorrando sangue assim. Aí eu falei: ‘Vixe, já era aqui, não tem como mais não'”.
Ao ser questionado se estava arrependido, Wellington respondeu: “Demais”. Mas manteve o semblante. Ao encerrar a conversa, ele ainda reforçou ao delegado que ligara para um homem — suposto amante de Luana — questionando as mensagens que estavam no celular dela.
Wellington estava sem camisa durante o depoimento porque disse que usou a blusa ensanguentada para cobrir o rosto da ex-mulher.
Mais detalhes do caso:
- Após esfaquear a ex-mulher, Luana Moreira, o motorista de aplicativo escondeu a faca de açougue usada no crime embaixo do tapete do carro.
- Wellington estrangulou Luana com o cinto de segurança quando ela tentou fugir. Ao desmaiar, a vítima foi esfaqueada no pescoço, nas costelas e na orelha.
- Após o feminicídio, ele dirigiu até a 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) e deixou o corpo no banco do passageiro – e foi preso. A polícia apreendeu a faca.
- Após a audiência de custódia que aconteceu nessa terça-feira (10/3), a prisão de Wellington foi convertida em preventiva.
- O enterro de Luana será nesta quarta-feira (11/3), no cemitério de Planaltina.
- Luana planejava viajar para Porto Seguro (BA) nesta terça (10/3) com a filha. O casal teve 20 anos de união e três filhos.
“Ciúmes intensos”
Segundo o delegado-chefe Richard Valeriano, o homem confessou o crime e alegou “ciúmes intensos”.
Ele acreditava que Luana tinha um novo relacionamento. Wellington buscou Luana no Jardim Ruiz, onde ela morava com uma amiga – que a alertou para não entrar no carro.








