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Na Mira

Influenciadores do Jogo do Tigrinho movimentaram mais de R$ 4 bi

Além de divulgar jogos ilegais, os influenciadores usavam empresas para ocultar a origem do dinheiro, caracterizando lavagem de dinheiro

07/08/2025 09:31, atualizado 07/08/2025 12:54
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Lara Abreu / Arte Metrópoles
Influenciadores do Jogo do Tigrinho movimentaram mais de R$ 4 bi

Durante a investigação que resultou na Operação Desfortuna, conduzida por policiais civis da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), foi apurado que 14 influenciadores digitais teriam movimentado mais de R$ 4 bilhões com o chamado Jogo do Tigrinho.

Além de Bia Miranda, Gato Preto, Dj Buarque e Maumau, foram alvos da investigação:

  • Paola de Ataíde Rodrigues,
  • Tailane Garcia dos Santos Laurindo,
  • Paulina de Ataíde Rodrigues,
  • Jenifer Ferracini Vaz, a Jenny Miranda,
  • Nayara Silva Mendes, a Nayala Duarte,
  • Lorrany Rafael Dias,
  • Vanessa Vatusa Ferreira da Silva, a Vanessinha Freires,
  • Tailon Artiaga Ferreira Silva, o Mohammed MDM,
  • Ana Luiza Ferreira do Desterro Guerreiro, a Luiza Ferreira,
  • Micael dos Santos de Morais.

O valor tem como base relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificaram transações ligadas a um esquema de promoção ilegal de jogos de azar online, com indícios de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

Veja quem são os principais influenciadores alvos da Operação Desfortuna: 

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6 imagens
Gato Preto
DJ Buarque
Mauricio Martins Junior, conhecido como Maumau
Apreensões na casa de Maumau
Operação Desfortuna
Bia Miranda
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Bia Miranda

Reprodução / Redes sociais
Gato Preto
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Gato Preto

Reprodução / Redes sociais
DJ Buarque
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DJ Buarque

Reprodução / Redes sociais
Mauricio Martins Junior, conhecido como Maumau
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Mauricio Martins Junior, conhecido como Maumau

Reprodução / Redes sociais
Apreensões na casa de Maumau
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Apreensões na casa de Maumau

Reprodução / Redes sociais
Operação Desfortuna
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Operação Desfortuna

Reprodução / Redes sociais

Entenda o caso:

  • A operação ocorre na manhã desta quinta-feira (7/8), nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
  • De acordo com a PCERJ, os investigados publicavam conteúdos nas redes com promessas falsas de lucros fáceis, atraindo seguidores para as plataformas ilegais.
  • Os influenciadores fariam parte de uma estrutura organizada, com funções bem definidas entre divulgadores, operadores financeiros e empresas de fachada.
  • A investigação também é uma parceria com o Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) e o Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (Lab-LD).

Sinais de enriquecimento ilícito e movimentações milionárias

Durante o inquérito, os policiais identificaram sinais de enriquecimento incompatível com a renda declarada pelos influenciadores. Eles ostentavam, nas redes sociais, viagens internacionais, veículos de luxo e imóveis de alto valor.

Além da divulgação dos jogos ilegais, os envolvidos são suspeitos de usar uma rede empresarial para ocultar a origem ilícita dos valores obtidos, o que caracteriza lavagem de dinheiro.

As investigações também identificaram conexões entre alguns influenciadores e pessoas com antecedentes ligados ao crime organizado, o que aumenta o nível de complexidade do caso.

O influenciador digital Mauricio Martins Junior, conhecido como Maumau, foi preso em flagrante nesta quinta-feira (7/8). Na casa dele, policiais civis encontraram uma arma.

A coluna Na Mira tenta localizar defesa os alvos da Operação Desfortuna. O espaço segue aberto para posicionamentos.