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Na Mira

"Influenciador do grau" é morto em quiosque com 9 tiros pelas costas

Câmeras registraram o ataque. Polícia apura possível disputa entre grupos criminosos rivais e busca identificar os autores do assassinato

22/06/2026 13:57, atualizado 22/06/2026 14:03
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Reprodução
homem tatuado

O assassinato do influenciador digital Cauã Eduardo Custódio, de 20 anos, executado com nove tiros em plena luz do dia em Sete Lagoas, na região central de Minas Gerais, é investigado pela Polícia Civil como um possível acerto de contas ligado à disputa entre grupos criminosos rivais. O ataque, ocorrido na tarde do último sábado (20/6), em um quiosque utilizado como ponto de apoio para entregadores por aplicativo, também deixou dois homens feridos.

Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu no bairro Ondina Vasconcelos de Oliveira, conhecido como Cidade de Deus. Câmeras de segurança registraram toda a ação.

As imagens mostram um Fiat Argo de cor clara se aproximando lentamente do local onde Cauã conversava com amigos. Após uma breve manobra de marcha à ré, um homem encapuzado desceu do banco do passageiro armado com uma pistola e caminhou em direção ao jovem, efetuando diversos disparos à curta distância.

A sequência de tiros provocou correria entre as pessoas que estavam no quiosque. Mesas e cadeiras foram derrubadas enquanto frequentadores tentavam escapar. Após o ataque, o criminoso voltou ao veículo, que deixou o local com o apoio do motorista.

Tiros de pistola

De acordo com a perícia, Cauã foi atingido por nove disparos de pistola calibre 9 milímetros e morreu antes da chegada do socorro. Outros dois homens, de 21 e 27 anos, também foram baleados, mas conseguiram deixar a área por meios próprios. Eles foram atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e não correm risco de morte.

No local do crime, peritos recolheram cápsulas e outros vestígios que poderão auxiliar na identificação dos autores.

A principal linha de investigação aponta para uma disputa entre traficantes de bairros rivais. Conforme relatos de familiares à polícia, os suspeitos seriam ligados ao bairro Belo Vale, que mantém histórico de conflitos com integrantes de outros grupos criminosos da cidade.

Tráfico de drogas

Cauã possuía duas passagens policiais por tráfico de drogas. Nas redes sociais, onde acumulava seguidores, ele publicava vídeos realizando manobras conhecidas como “grau” com motocicletas. Segundo os investigadores, algumas postagens faziam referências à facção criminosa Comando Vermelho.

Até a última atualização do caso, nenhum suspeito havia sido preso. A Polícia Civil de Minas Gerais prossegue com as investigações para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do homicídio.