“A vontade é de chorar”, diz influenciador alvo de operação da PCDF. Veja vídeo
Segundo a investigação, o influenciador Roberth Lucas prometia aos milhares de seguidores o que chamava de uma “forma de ganhar dinheiro”
atualizado
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Um dos alvos da operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que desmantelou um sofisticado esquema criminoso que movimentou R$ 11 milhões em fraudes dentro de plataformas de apostas virtuais, como o chamado “Jogo do Tigrinho”, o influenciador Roberth Lucas, de 24 anos, desabafou nas redes sociais.
Veja:
“A vontade é de chorar, chutar tudo. Mas não vou me abater. É sacanagem demais. Minha família toda me vendo na TV, como se eu fosse um marginal, delinquente. É uma sensação que nem sei explicar”, disse Roberth.
O influenciador também comentou sobre o momento em que os agentes foram até sua casa, em Brazlândia. “Mais uma vez, recebi uma visita da polícia. Não sei até onde isso vai. Estão tentando me empurrar como líder de quadrilha organizada. Já tentaram me envolver com todo tipo de crime e, agora, líder de quadrilha”, disse.
Roberth afirmou que, agora, aguarda a decisão da Justiça. “Depois que tiraram tudo de mim, todas as coisas que eu conquistei na vida, me reergui e levaram novamente. Não sei o que querem, mas vamos aguardar e ver. Está na mão da Justiça. Estão me querendo preso, mas, graças a Deus, estamos livres”, desabafou.
“Não devo nada”
Nas postagens, o influenciador afirmou que a operação “não tem nada mais do que implicância” com ele. “Nunca fiz nada para ninguém. Não devo nada. Se eu devesse, já estava preso. Vamos confiar na Justiça”, comentou.
“A investigação fala que eu tenho barco, carro de luxo, tudo. Cadê tudo isso? Se tivesse, tinham levado. Só levaram meu Civic preso [sic], não um carro de luxo. Com R$ 11 milhões preso? De onde sai essas informações? Um cara milionário, não sei nem de onde sai esse dinheiro. Acho que nunca nem vi R$ 11 milhões na minha vida”, ressaltou.
Ostentação
Cercado por maços de notas de R$ 100 dentro de uma banheira de hidromassagem, Roberth Lucas prometia a seus milhares de seguidores o que chamava de uma “forma de ganhar dinheiro”.
O jovem de Brazlândia, que se apresentava nas redes sociais como um mentor avesso aos “vendedores de sonhos” da internet, virou o alvo central de uma investigação da PCDF que revelou o submundo de fraudes digitais e ostentação fabricada.
“Eu não quero te deixar milionário, quero só te ajudar a ganhar dinheiro”, afirmava Roberth, em seus vídeos, tentando transmitir uma imagem de pragmatismo enquanto exibia viagens para resorts de luxo e compras em lojas de grife, pagas sempre em espécie.
