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Máfia das apostas: veja quem são os influenciadores alvo da PCDF. Vídeo

Segundo a polícia, os influenciadores digitais induziam milhares de seguidores ao prejuízo financeiro por meio dos jogos de azar

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1 de 1 fabricio - Foto: Reprodução / Redes sociais

A operação conduzida por policiais civis da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia) para desmantelar um esquema criminoso ligado ao chamado “Jogo do Tigrinho”, nesta quarta-feira (6/5), investiga influenciadores digitais que induziam milhares de seguidores ao prejuízo financeiro. Entre os alvos está Fabrício Buarque Barros (foto em destaque), de São Luís (MA). A coluna Na Mira teve acesso a vídeos em que ele comenta supostos ganhos de participantes.

Veja: 

Em uma das gravações, Fabrício afirma: “Uma jogadora do meu grupo colocou R$ 23 e sacou mais de R$ 2 mil, entre outras pessoas que depositaram e começaram a ganhar”. Em outro vídeo, ele menciona mais um resultado: “Um jogador do meu grupo acabou de receber R$ 3 mil. Vou mostrar o print”.

Apesar de manter um perfil discreto, com cerca de 14 mil seguidores, Fabrício costuma publicar conteúdos sobre sua rotina, incluindo participação em eventos de jogos, prática de atividades físicas e momentos de lazer com a família. O portal Metrópoles tentou contato com o investigado por meio das redes sociais e busca localizar sua defesa. O espaço segue aberto para manifestações.

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Nas redes sociais, ele compartilha a rotina ligada aos jogos de azar
Fabrício Buarque Barros é de São Luís (MA)
Fabrício é investigado em operação da PCDF
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Fabrício é investigado em operação da PCDF

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Nas redes sociais, ele compartilha a rotina ligada aos jogos de azar

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Fabrício Buarque Barros é de São Luís (MA)
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Fabrício Buarque Barros é de São Luís (MA)

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“Vendedores de sonhos”

Além dele, outro alvo da investigação é Roberth Lucas, de 24 anos. Nas redes sociais, ele prometia aos seguidores o que chamava de uma “forma de ganhar dinheiro”.

Em publicações, aparecia cercado por maços de notas de R$ 100 dentro de uma banheira de hidromassagem, apresentando-se como um mentor crítico aos chamados “vendedores de sonhos” da internet. Ele acabou se tornando o principal foco da apuração, que revelou um esquema baseado em fraudes digitais e ostentação forjada.

Movimentação milionária

A operação policial resultou no pedido de bloqueio de R$ 11 milhões e no cumprimento de mandados de busca e apreensão em sete unidades da Federação: Distrito Federal, Goiás, São Paulo, Maranhão, Paraíba, Rio de Janeiro e Bahia.

De acordo com as investigações, o estilo de vida luxuoso exibido por Roberth e sua namorada era sustentado por um sistema de fraudes. O casal utilizava contas de demonstração (“demo”) fornecidas por plataformas de apostas, nas quais os ganhos são previamente programados para parecerem elevados, criando a falsa impressão de lucro fácil.

Ao acessar os links divulgados pelos investigados, as vítimas eram direcionadas a plataformas manipuladas, onde algoritmos garantiam a perda do dinheiro investido. Enquanto os seguidores acumulavam prejuízos, o grupo lucrava com comissões sobre as perdas e com o recrutamento de novos usuários.

A apuração também apontou que o esquema funcionava como uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas entre os integrantes. Para dificultar o rastreamento, eram utilizadas tecnologias como servidores proxy para ocultação de identidade, além do uso de CPFs de terceiros na movimentação financeira.

Diante das evidências, a Justiça determinou o bloqueio imediato das contas dos envolvidos. Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. A PCDF segue analisando os dispositivos eletrônicos apreendidos e não descarta novas prisões. A população pode colaborar com denúncias anônimas por meio dos canais oficiais.

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