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Grupo do “Workshop do Fuzil” ostentava dinheiro do tráfico com luxo. Veja vídeo
Mandatos de busca e apreensão da Operação Eixo revelaram que os investigados mantinham uma qualidade de vida de alto luxo
atualizado
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Investigados da Operação Eixo, deflagrada nesta sexta-feira (10/4), ostentavam o dinheiro lavado do tráfico interestadual de drogas, com a compra de carros de luxo, roupas de grife e imóveis, como uma mansão em um condomínio no Guarujá (SP) e uma cobertura de um apartamento em Uberlândia (MG).
Veja:
Ao todo, foram cumprido 56 mandados de busca e apreensão, além de 40 mandados de prisão temporário, no DF – em regiões como Gama, Itapoã, Samambaia, Santa Maria e Vicente Pires – e em outros sete estados.
Foram cumpridos:
- Seis prisões em flagrante (três por tráfico e três por posse de arma de fogo);
- Porções de maconha;
- 180 comprimidos de ecstasy;
- Duas armas de fogo e munições;
- R$ 60 mil reais em espécie e joais;
- Seis veículos de luxo e uma motocicleta.
Segundo a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor), foram expedidos 21 mandados de prisão no DF, dos quais sete já estavam presos por tráfico de drogas.
Os suspeitos são acusados de integrarem uma complexa organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Cerca de R$ 1 bilhão foi bloqueado de contas diversas.
A investigação ainda confirmou que pelo menos três faccionados deixaram o Distrito Federal com destino ao Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, para um “estágio de guerra”.
Sobre a operação
- A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor) deflagrou uma operação, nesta sexta-feira (14/3), para desmantelar uma organização criminosa de altíssima periculosidade que rompeu as fronteiras da capital da República para buscar especialização bélica no Rio de Janeiro;
- Sob a tutela de “puxadores” do Terceiro Comando Puro (TCP), ao menos três brasilienses participaram de um verdadeiro “workshop do fuzil”, aprendendo a manusear armas de grosso calibre e táticas de combate em ambientes confinados;
- O grupo participou de um “intensivão” tático, ministrado no Complexo da Maré, reduto e palco de guerra sangrentas entre o TCP e o Comando Vermelho (CV);
- Os alvos do DF ainda ostentavam os fuzis nas vielas da Maré, com fotos nas redes, evidenciando o intercâmbio tático e a gravidade da conexão interestadual;
- A rede criminosa ainda contava com o suporte de estrangeiros para operar sua engrenagem financeira. Entre os alvos, estão dois colombianos e um venezuelano;
- Os investigados podem ser condenados a penas que variam de 11 a 33 anos de reclusão por tráfico, organização criminosa majorada e lavagem de dinheiro.








