Na Mira

Golpe em bancos: grupo simula perda de dinheiro e rouba vítimas no DF. Veja vídeo

Segundo a 8ª DP (Estrutural), os golpistas observavam vítimas em bancos e lotéricas, simulavam perda de dinheiro e roubavam os objetos delas

atualizado

metropoles.com

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Reprodução / PCDF
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1 de 1 golpe-em-bancos-e-casa-loterica - Foto: Reprodução / PCDF

Quatro suspeitos de aplicar golpes bancários no Distrito Federal e Entorno foram presos na Estrutural, nessa segunda-feira (25/5), por policiais civis da 8ª Delegacia de Polícia. Pelo menos 10 pessoas já teriam sido vítimas do grupo criminoso. Segundo as investigações, os estelionatários atuavam de forma organizada e abordavam correntistas logo após saques em bancos e casas lotéricas.

Veja abordagem dos criminosos:

O esquema, conhecido como “golpe do paco”, funcionava da seguinte maneira: um dos integrantes simulava perder uma carteira ou envelope supostamente contendo grande quantia em dinheiro. Em seguida, outro comparsa, fingindo não ter ligação com o primeiro, “encontrava” o objeto junto à vítima, criando uma falsa sensação de confiança e oportunidade.

A coluna Na Mira tenta localizar a defesa dos envolvidos. O espaço segue aberto para manifestações.

Recompensa de R$ 400

Na sequência, o suposto dono do dinheiro oferecia recompensa, geralmente em torno de R$ 400, pela devolução honesta do pacote. Ele, então, informava que o pagamento só poderia ser feito em um escritório ou local privado, onde seria proibida a entrada com bolsas, celulares e outros pertences pessoais.

Para reforçar a credibilidade da fraude, o comparsa que havia “encontrado” o objeto acompanhava o golpista até o suposto escritório, deixando seus próprios pertences sob os cuidados da vítima. Pouco depois, retornava afirmando ter recebido a recompensa em dinheiro.

Convencida da veracidade da situação, a vítima entregava seus bens aos integrantes do grupo — incluindo bolsas, celulares, cartões bancários, documentos e dinheiro — acreditando que também receberia a quantia prometida. No entanto, ao se afastar para buscar o suposto pagamento, percebia que os criminosos haviam fugido levando todos os seus pertences.


Mais detalhes: 

  • As investigações da 8ª DP apontaram clara divisão de tarefas entre os integrantes da associação criminosa.
  • Um dos suspeitos exercia o papel de “perdedor” da carteira ou pacote; outro atuava como “localizador” do objeto ao lado da vítima.
  • Um terceiro era responsável conduzir a vítima ao falso local da recompensa; enquanto os demais permaneciam na retaguarda, preparados para auxiliar na fuga do grupo.

Prisão

Durante a operação dessa segunda-feira (25/5), policiais da 8ª DP identificaram nova atuação da quadrilha na Cidade Estrutural (DF). Os investigados foram flagrados dando o golpe em duas vítimas que haviam acabado de sair de uma agência bancária. Nesse primeiro caso apurado em flagrante, foram levados cartões bancários, aparelho celular, documentos pessoais e dinheiro em espécie.

Na sequência, os investigados seguiram para Planaltina (DF), onde outro crime com a mesma dinâmica foi registrado pouco tempo depois. Nesse segundo caso, foram subtraídos bolsa, documentos pessoais, cartões bancários, celular e dinheiro.

Após o segundo crime, a equipe policial abordou o veículo utilizado pelo grupo e encontrou diversos objetos pertencentes à vítima, além de outros materiais cuja origem ainda é investigada.

Além dos itens relacionados às vítimas já identificadas, os policiais apreenderam vários aparelhos celulares, cartões bancários e documentos, havendo suspeita de que parte do material pertença a outras vítimas ainda não localizadas.

Histórico criminal

As investigações também revelaram que três dos quatro presos possuem extenso histórico criminal, com mais de 10 passagens policiais cada, principalmente por crimes patrimoniais mediante fraude.

Um dos integrantes tem histórico ainda mais relevante: são mais de 25 indiciamentos policiais e pelo menos 15 mandados de prisão anteriores, a maioria relacionada a crimes de estelionato e fraudes patrimoniais.

Os investigados foram indiciados, em tese, pelos crimes de organização criminosa e por dois crimes de estelionato consumado.

Além do flagrante atual, os suspeitos já são investigados pela 8ª DP por outros três crimes de estelionato com características semelhantes.

Também há apurações em andamento em outras unidades da Polícia Civil do Distrito Federal e em órgãos policiais de outros estados.

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