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Na Mira

Em Brasília, PF notifica governador do Acre a entregar passaporte em 24 horas

Governador Gladson Cameli foi notificado em condomínio de luxo, no Lago Sul. Determinações judiciais ocorrem no âmbito da Operação Ptolomeu

Mirelle Pinheiro, Carlos Carone09/03/2023 08:25, atualizado 09/03/2023 11:46
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Beto Oliveira/Câmara dos Deputados
Em Brasília, PF notifica governador do Acre a entregar passaporte em 24 horas

O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), foi notificado pela Polícia Federal (PF) a entregar o passaporte em até 24 horas. A Justiça Federal também determinou o sequestro de bens do político.

Cameli recebeu a notificação dos policiais em um condomínio de luxo, no Lago Sul. As determinações judiciais ocorrem no âmbito da Operação Ptolomeu III, que visa desarticular organização criminosa envolvida em corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à cúpula do Governo do Estado do Acre.

Gladson Cameli, governador do Acre, é alvo de operação da PF

Desde as primeiras horas desta manhã, mais de 300 policiais, com apoio de servidores da Controladoria-Geral da União e da Receita Federal, cumprem 89 mandados de busca e apreensão, nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Goiás, Paraná, Piauí e Rondônia, além do Distrito Federal.

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Governador do Acre, Gladson Cameli (PP), está em condomínio no Lago Sul, em Brasília
Investigação tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e constitui desdobramento das fases I e II
Policiais cumprem mandados de busca e apreensão no DF e em seis estados
Governador do Acre terá diversos bens sequestrados pela polícia
Operação investiga fraudes cometidas por suspeitos ligados ao Governo do Estado do Acre
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Operação investiga fraudes cometidas por suspeitos ligados ao Governo do Estado do Acre

Hugo Barreto/Metrópoles
Governador do Acre, Gladson Cameli (PP), está em condomínio no Lago Sul, em Brasília
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Governador do Acre, Gladson Cameli (PP), está em condomínio no Lago Sul, em Brasília

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Investigação tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e constitui desdobramento das fases I e II
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Investigação tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e constitui desdobramento das fases I e II

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Policiais cumprem mandados de busca e apreensão no DF e em seis estados
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Policiais cumprem mandados de busca e apreensão no DF e em seis estados

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Governador do Acre terá diversos bens sequestrados pela polícia
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Governador do Acre terá diversos bens sequestrados pela polícia

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A investigação tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e constitui desdobramento das fases I e II, deflagradas em 2021, quando foi identificada uma organização criminosa controlada por agentes políticos e empresários ligados ao Poder Executivo estadual acreano.

Os investigados atuavam para desviar recursos públicos, segundo a PF, bem como ocultar origem e destinação dos valores subtraídos, por meio da lavagem de dinheiro.

PF prende chefe de gabinete do governador do Acre de forma preventiva

Nesta terceira fase da investigação, a Polícia Federal busca o ressarcimento de parte dos valores desviados dos cofres públicos. O STJ determinou a indisponibilidade de aproximadamente R$ 120 milhões, por meio do bloqueio de contas e sequestro de aeronaves, casas e apartamentos de luxo comprados em proveito dos crimes. Na mesma decisão, 15 empresas investigadas tiveram as atividades econômicas suspensas, por determinação da Corte.

O STJ decretou, ainda, inúmeras medidas cautelares diversas da prisão, entre as quais: suspensão do exercício da função pública, proibição de acesso a órgãos públicos, impedimento de contato entre os investigados e proibição de se ausentar do país, com entrega de passaportes em até 24 horas.

O nome da operação faz referência ao apelido usado por um dos principais “operadores” do esquema criminoso e faz alusão à cidade natal de grande parte dos investigados. Ptolomeu foi um cientista, astrônomo e geógrafo grego, além do primeiro catalogar a constelação Cruzeiro do Sul, no livro Almagesto, produzido no século 2.

O outro lado
Por meio de nota, os advogados Ticiano Figueiredo, Pedro Ivo Velloso, Tarcísio Vieira de Carvalho Neto e Telson Ferreira, que representam o governador Gladson Cameli, afirmaram que foram surpreendidos com a “terceira fase de um inquérito que se arrasta há dois anos. Trata-se de uma investigação baseada em uma pescaria probatória e uma devassa financeira ilegal, que atacou a família do governador como forma de driblar o foro adequado.”

Ainda de acordo com a defesa, “desde então, o governador já prestou os devidos esclarecimentos, colocou-se à disposição das autoridades e assim permanece. O governador confia na Justiça e irá cumprir todas as medidas. E respeitosamente irá recorrer das cautelares, o que inclui a descabida ordem para não falar com o próprio pai e irmãos.”