Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

PF prende chefe de gabinete do governador do Acre de forma preventiva

Prisão determinada pelo STJ ocorre durante a segunda fase da Operação Ptolomeu, que apura esquema de corrupção e lavagem de dinheiro

22/12/2021 09:26, atualizado 22/12/2021 09:36
Divulgação/Polícia Federal
PF prende chefe de gabinete do governador do Acre de forma preventiva

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta terça-feira (22/12), de forma preventiva, a chefe de gabinete do governador do Acre, Rosangela Gama.

A prisão, que foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), ocorre durante a segunda fase da Operação Ptolomeu, que apura suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a cúpula do governo estadual, chefiado por Gladson Cameli (Progressistas).

“Por ordem ainda do STJ, policiais federais cumprem, na manhã de hoje, cinco mandados de busca e apreensão na cidade de Rio Branco/AC, em endereços relacionados aos envolvidos no embaraço às investigações”, informou a PF em nota.

PF prende chefe de gabinete do governador do Acre de forma preventiva - destaque galeria
7 imagens
Gladson Cameli (PP), governador do Acre
Empresários e agentes políticos ligados ao Poder Executivo estadual acreano atuavam no desvio de recursos públicos
Gladson Cameli foi diagnosticado com a Covid-19
Os valores movimentados pelos envolvidos ultrapassam R$ 800 milhões
Gladson Cameli, governador do Acre
A Operação Ptolomeu foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (16/12)
1 de 7

A Operação Ptolomeu foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (16/12)

Reprodução/ PF Acre
Gladson Cameli (PP), governador do Acre
2 de 7

Gladson Cameli (PP), governador do Acre

Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Empresários e agentes políticos ligados ao Poder Executivo estadual acreano atuavam no desvio de recursos públicos
3 de 7

Empresários e agentes políticos ligados ao Poder Executivo estadual acreano atuavam no desvio de recursos públicos

Reprodução/ PF Acre
Gladson Cameli foi diagnosticado com a Covid-19
4 de 7

Gladson Cameli foi diagnosticado com a Covid-19

Reprodução
Os valores movimentados pelos envolvidos ultrapassam R$ 800 milhões
5 de 7

Os valores movimentados pelos envolvidos ultrapassam R$ 800 milhões

Reprodução/ PF Acre
Gladson Cameli, governador do Acre
6 de 7

Gladson Cameli, governador do Acre

Beto Oliveira/Câmara dos Deputados
Gladson Cameli
7 de 7

Gladson Cameli

Divulgação

Além dos mandados de prisão, o STJ também determinou a instauração de um novo inquérito para investigar se houve obstrução de investigação da organização criminosa.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Operação contra cúpula do governo do Acre

Na semana passada, o governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), foi um dos alvos da Operação Ptolomeu, deflagrada pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União.

A ação investiga uma organização criminosa que atuava no governo do estado. O bando é suspeito de desviar recursos públicos e ocultar bens e valores. De acordo com a investigação, o grupo criminoso seria controlado por empresários e agentes políticos ligados ao Poder Executivo estadual acreano.

Ao todo, 150 policiais e 10 auditores da CGU cumpriram 41 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão em quatro estados. A operação foi deflagrada na madrugada da última quinta-feira (16/12) nas cidades de Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC), Manaus (AM) e Brasília (DF).

O STJ decretou medidas cautelares, como:

  • afastamento da função pública;
  • proibição de acesso a órgãos públicos; e
  • impedimento de contato entre os investigados.

A Corte também mandou bloquear aproximadamente R$ 7 milhões das contas dos suspeitos, bem como o confisco de veículos de luxo provenientes dos crimes.

A deflagração da operação policial é fruto de inquérito instaurado por elementos que demonstraram o aparelhamento da estrutura estatal.

Variadas transações financeiras suspeitas em contas correntes, pagamentos de boletos de cartão de crédito por pessoas interpostas, transações com imóveis de alto valor e aquisições subfaturadas de veículos de luxo chamaram a atenção dos investigadores. Além de movimentações de valores em espécie utilizando aparatos de segurança pública.