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Caloteiro que fingiu passar mal para não pagar conta deu golpes no DF

A coluna apurou que o barman consumiu R$ 5.810,31 em um bar localizado no Pontão do Lago Sul, em 7 de abril deste ano, e saiu sem pagar

atualizado 22/04/2022 11:12

Ruan Pamponet Costa Arquivo pessoal

Preso por dar o calote em restaurantes de Goiânia (GO) e de Palmas (TO), Ruan Pamponet Costa (foto em destaque), 28 anos, também deixou comerciantes do Distrito Federal no prejuízo. A coluna apurou que o barman consumiu R$ 5.810,31 em um bar localizado no Pontão do Lago Sul, em 7 de abril deste ano, e saiu sem pagar.

O homem pediu diversas bebidas e comidas. Entretanto, no momento de pagar a conta, alegou que havia perdido o cartão e o celular. A Polícia Militar foi acionada e encaminhou os envolvidos à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). O caso foi registrado como fraude, e Ruan Pamponet acabou liberado após assinar o Termo de Comparecimento ao Juizado Especial Criminal.

Natural de Aracaju (SE), o golpista também foi denunciando nos anos de 2015, 2018 e 2019 por inúmeros golpes incluindo vendas de produtos de informática, suplementos e contas não pagas em bares do Plano Piloto e de Sobradinho.

Prisão

No último sábado (16/4), o suspeito ficou preso durante três dias por fingir mal-estar para não pagar uma conta de R$ 6,2 mil em um bar da capital de Goiás. Ao ganhar a liberdade, Ruan Pamponet voltou a ser detido na quinta-feira (21/4) suspeito de praticar o mesmo golpe em um restaurante em Palmas (TO). Desta vez, ele consumiu mais de R$ 5,2 mil em produtos e serviços e se recusou a pagar a conta.

Na semana passada, a juíza Maria Antônia de Faria, da Justiça de Goiás, determinou que o caloteiro ficasse longe de bares, prostíbulos e locais de má fama para não praticar novos calotes. Na ocasião, a magistrada concedeu a liberdade a ele, sem o pagamento de fiança, por entender que o barman não tem condições de arcar com o valor da conta. Ele também é suspeito de aplicar o golpe Brasil afora.

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Desconfiança

No entanto, Ruan voltou a ser preso em um restaurante que fica na Praia da Graciosa, um dos principais pontos turísticos de Palmas. De acordo com a Polícia Militar (PM), os atendentes do estabelecimento começaram a desconfiar do suspeito no momento em que ele começou a dividir os produtos com outras pessoas.

O cupom fiscal mostra que Ruan consumiu produtos de alto custo, como três garrafas de bebidas. Duas delas custam R$ 1,4 mil, e uma, R$ 1,5 mil.

A assessoria do estabelecimento informou que, logo após a conta atingir o valor de R$ 5 mil, foi decidido pedir o pagamento parcial para continuar servindo a mesa. No entanto, conforme acrescentou, Ruan agiu do mesmo modo que havia feito em um bar de Goiânia.

Ele admitiu o crime ao ser preso pela Polícia Militar e, em seguida, foi levado para a Central de Flagrantes da Polícia Civil. Depois de prestar informações na delegacia, os policiais o encaminharam para Casa de Prisão Provisória de Palmas.

O Metrópoles não encontrou contato da defesa de Ruan até o momento em que publicou este texto, mas o espaço segue aberto para manifestações.

Outros casos

Ruan tem processos em seis estados e no Distrito Federal. No último sábado (16/4), até então, ele havia aplicado o golpe mais recente, no Setor Marista, bairro nobre de Goiânia.

O caso mais antigo com registro é de abril de 2014 em Brasília. Ele é suspeito de estelionato em uma choperia, em junho de 2015, e em um buffet, em abril de 2019, ambos os casos no DF.

Em setembro de 2019, ele teria saído sem pagar R$ 5,2 mil em um quiosque de alimentação e também teria deixado de pagar R$ 500 a dois taxistas no Rio de Janeiro (RJ).

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