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Brasil

Jovem volta a ser preso por fingir passar mal para não pagar conta

Homem de 28 anos foi solto na semana passada por suspeita de aplicar o mesmo golpe em Goiânia. Desta vez, ele agiu em Palmas

Cleomar Almeida22/04/2022 09:13, atualizado 22/04/2022 11:44
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Ruan Pamponet Costa, suspeito de não pagar contas de bares e restaurantes em Goiânia e Tocantins

Depois de ficar preso durante três dias por fingir mal-estar para não pagar uma conta de R$ 6,2 mil em um bar da capital de Goiás, Ruan Pamponet Costa, de 28 anos, voltou a ser detido na quinta-feira (21/4), sob a suspeita de ter praticado o mesmo golpe em um restaurante em Palmas (TO). Desta vez, ele, que é barman, consumiu mais de R$ 5,2 mil em produtos e serviços e se recusou a pagar a conta.

Na semana passada, a juíza Maria Antônia de Faria, da Justiça de Goiás, determinou que ele ficasse longe de bares, prostíbulos e locais de má fama para não praticar novos calotes. Na ocasião, a magistrada concedeu a liberdade ao homem, sem o pagamento de fiança, por entender que ele não tem condições de arcar com o valor da conta. O barman também é suspeito de aplicar o golpe Brasil afora.

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Nota fiscal de produtos adquiridos por Ruan Pamponet Costa em Palmas, Tocantins
Ruan Pamponet Costa, suspeito de não pagar contas de bares e restaurantes em Goiânia e no Tocantins
Ruan Pamponet Costa, segundo testemunhas, tem "perfil encantador"
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Ruan Pamponet Costa, segundo testemunhas, tem "perfil encantador"

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Nota fiscal de produtos adquiridos por Ruan Pamponet Costa em Palmas, Tocantins
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Nota fiscal de produtos adquiridos por Ruan Pamponet Costa em Palmas, Tocantins

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Ruan Pamponet Costa, suspeito de não pagar contas de bares e restaurantes em Goiânia e no Tocantins
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Ruan Pamponet Costa, suspeito de não pagar contas de bares e restaurantes em Goiânia e no Tocantins

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Desconfiança

Ruan, no entanto, voltou a ser preso em um restaurante que fica na Praia da Graciosa, um dos principais pontos turísticos de Palmas. De acordo com a Polícia Militar (PM), os atendentes do estabelecimento começaram a desconfiar do suspeito no momento em que ele começou a dividir os produtos com outras pessoas.

O cupom fiscal mostra que Ruan consumiu produtos de alto custo, como três garrafas de bebidas. Duas delas custam R$ 1,4 mil e uma, R$ 1,5 mil.

Por meio de assessoria, o estabelecimento informou ao G1 Tocantins que, logo após a conta atingir o valor de R$ 5 mil, os funcionários pediram o pagamento parcial para continuar servindo a mesa. Nessa ocasião, entretanto, Ruan procedeu da mesma forma que agiu em um bar de Goiânia.

Ele admitiu o crime ao ser preso pela Polícia Militar e, em seguida, foi levado para a Central de Flagrantes da Polícia Civil. Depois de prestar informações na delegacia, os policiais o encaminharam para Casa de Prisão Provisória de Palmas.

O Metrópoles não encontrou contato da defesa de Ruan até o momento em que publicou este texto, mas o espaço segue aberto para manifestações.

Outros casos

Levantamento do G1 Ceará em dezembro do ano passado mostrou que Ruan tem processos em seis estados e no Distrito Federal. No último sábado (16/4), até então, ele havia aplicado o seu golpe mais recente, no Setor Marista, bairro nobre de Goiânia.

O caso mais antigo com registro é de abril de 2014, em Brasília (DF). Ele é suspeito de estelionato em uma choperia, em junho de 2015, e em um buffet, em abril de 2019 – ambos os casos no DF.

Já em setembro de 2019, Ruan teria saído sem pagar R$ 5,2 mil em um quiosque de alimentação e também teria deixado de pagar R$ 500 a dois taxistas no Rio de Janeiro (RJ).

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