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Distrito Federal

Na contramão do país, salário de contratados por CLT sobe 3,4% no DF

Dados do Caged apontam que a média salarial no DF em maio de 2022 ficou em R$ 2.016, enquanto no ano passado correspondia a R$ 1.948

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Mão segurando uma carteira de trabalho azul - Metrópoles

O salário médio de trabalhadores contratados com carteira assinada no Distrito Federal aumentou 3,4% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados no levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência. Os números vão na contramão dos dados nacionais. No Brasil, o salário médio de contratados no regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) registrou queda de 5,6% em maio deste ano, também comparado com o mesmo período de 2021.

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Os dados apontam que a média salarial em maio de 2022 ficou em R$ 1.898, enquanto no ano passado correspondia a R$ 2.010
Quanto aos segmentos que empregaram trabalhadores com os maiores salários, constam: o setor de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que paga salário inicial médio de R$ 5.682
Em contrapartida, são elencados como os menores salários: os empregados domésticos, que recebem em média R$ 1.343
Já o desemprego persistiu no primeiro trimestre de 2022 e atinge 11,1% da população brasileira
Oportunidades de emprego
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Oportunidades de emprego

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Os dados apontam que a média salarial em maio de 2022 ficou em R$ 1.898, enquanto no ano passado correspondia a R$ 2.010
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Os dados apontam que a média salarial em maio de 2022 ficou em R$ 1.898, enquanto no ano passado correspondia a R$ 2.010

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Quanto aos segmentos que empregaram trabalhadores com os maiores salários, constam: o setor de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que paga salário inicial médio de R$ 5.682
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Quanto aos segmentos que empregaram trabalhadores com os maiores salários, constam: o setor de organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais, que paga salário inicial médio de R$ 5.682

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Em contrapartida, são elencados como os menores salários: os empregados domésticos, que recebem em média R$ 1.343
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Em contrapartida, são elencados como os menores salários: os empregados domésticos, que recebem em média R$ 1.343

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Já o desemprego persistiu no primeiro trimestre de 2022 e atinge 11,1% da população brasileira
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Já o desemprego persistiu no primeiro trimestre de 2022 e atinge 11,1% da população brasileira

Orlando Britto

Os dados apontam que, no DF, a média salarial em maio de 2022 ficou em R$ 2.016,03. No ano passado, essa cifra girava em torno de R$ 1.948,89. Os valores estão corrigidos conforme a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

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Veja a variação dos salários iniciais de trabalhadores com carteira assinada em um ano, segundo o Caged:

  • Maio de 2021 – R$ 1.948,89
  • Junho de 2021 – R$ 1.997,53
  • Julho de 2021 – R$ 2.044,16
  • Agosto de 2021 – R$ 1.981,33
  • Setembro de 2021 – R$ 1.997,74
  • Outubro de 2021 – R$ 1.933,92
  • Novembro de 2021 –  R$ 1.891,57
  • Dezembro de 2021 – R$ 1.961,20
  • Janeiro de 2022 – R$ 2.070,47
  • Fevereiro de 2022 – R$ 1.959,60
  • Março de 2022 – R$ 1.945,05
  • Abril de 2022 – R$ 1.941,56
  • Maio de 2022 – R$ 2.016,03

Ainda de acordo com o Novo Caged, o número de empregados com carteira assinada no Distrito Federal apresentou crescimento em maio de 2022, registrando saldo de 4.420 postos de trabalho. Esse resultado decorreu de 34.050 admissões e de 29.630 desligamentos. Em maio de 2021 o saldo era de 4.051 postos.

No acumulado de 2022 – até maio –, foram 171.171 admissões e 146.591 desligamentos no Distrito Federal, gerando um saldo de 24.580 empregos de carteira assinada.

O economista Flauzino Antunes avalia que, diferente do resto do país, grande parte da concentração de empregados da população economicamente ativa do DF é do setor público. “Isso reflete no consumo, por conta da renda mais elevada. O que é preponderante é que essa renda e demanda geram consumo, que gera emprego. E aí, quando [uma empresa] vai contratar, [o salário] vem em um patamar um pouco mais elevado”, explica.

“No geral, no Brasil, a indústria desempregou, a agricultura mecanizou muito e expulsou muita gente do campo, então quando uma empresa contrata, contrata com um valor menor. Aqui no DF tem um fenômeno diferente, porque a economia não tem essa sazonalidade, é mais constante”, acrescenta Flauzino.

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