MPDFT pede condenação de religioso que usou rapé e ayahuasca em ritual

O caso ocorreu em 2022. Micael Amorim de Macedo (foto em destaque), 26 anos, morreu durante uma cerimônia espiritual em São Sebastião

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Homem fazendo pose para foto - Metrópoles
1 de 1 Homem fazendo pose para foto - Metrópoles - Foto: Reprodução

O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) recorreu da sentença que absolveu um religioso acusado de homicídio culposo. O caso ocorreu em 2022, quando Micael Amorim de Macedo (foto em destaque), 26 anos, morreu durante um ritual religioso em São Sebastião (DF).

O ator e dançarino teria desfalecido após ingerir ayahuasca seguida de várias aplicações de rapé durante um surto psicótico provocado pelo chá.

MPDFT pede condenação de religioso que usou rapé e ayahuasca em ritual - destaque galeria
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O ator tinha apenas 26 anos
O ritual ocorreu em uma chácara na zona rural de São Sebastião
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a morte do ator
O ator não resistiu após a aplicação do rapé
Micael teve uma parada cardiorespiratória
Assopraram três porções de rapé nas vias aéreas do ator
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Assopraram três porções de rapé nas vias aéreas do ator

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O ator tinha apenas 26 anos
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O ator tinha apenas 26 anos

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O ritual ocorreu em uma chácara na zona rural de São Sebastião
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O ritual ocorreu em uma chácara na zona rural de São Sebastião

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A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a morte do ator
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A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a morte do ator

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O ator não resistiu após a aplicação do rapé
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O ator não resistiu após a aplicação do rapé

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Micael teve uma parada cardiorespiratória
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Micael teve uma parada cardiorespiratória

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O ator tinha a sua segunda experiência com o ritual quando morreu.  Segundo relatos de testemunhas, ele não teve episódios de surtos na primeira vez
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O ator tinha a sua segunda experiência com o ritual quando morreu. Segundo relatos de testemunhas, ele não teve episódios de surtos na primeira vez

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Micael era ator, dançarino e vendia brigadeiros gourmet
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Micael era ator, dançarino e vendia brigadeiros gourmet

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Micael Amorim morreu durante um ritual onde tomou chá de  ayahuasca
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Micael Amorim morreu durante um ritual onde tomou chá de ayahuasca

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Segundo o MPDFT, Micael chegou ao local consciente e, durante o surto, um homem, que é técnico de enfermagem e participava do ritual, aplicou doses de rapé na vítima, ao invés de acionar o Corpo de Bombeiros (CBMDF).

Micael apresentou vômitos e redução dos batimentos cardíacos e morreu antes da conclusão do atendimento pelos socorristas. De acordo com a denúncia, o evento ocorreu de forma clandestina, sem autorização ou fiscalização.

O MPDFT também argumenta que houve negligência e imprudência por parte do acusado, uma vez que ele não interrompeu o ritual e nem acionou socorro médico de imediato, ao perceber o estado de agitação da vítima.

O recurso, de dezembro de 2025, pede a condenação do réu e a fixação de reparação por danos morais aos familiares da vítima.

O chá tem reconhecido potencial alucinógeno. A Resolução nº 01/2010 do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) restringe o uso da ayahuasca a contextos religiosos formais e proíbe a ingestão associada de outras substâncias psicoativas.

Para o Ministério Público, a inobservância dessas normas técnicas e a demora na busca por atendimento especializado configuraram a violação do dever objetivo de cuidado.

Outra experiência

Na época da morte de Micael, a coluna Na Mira apurou que áudios gravados apontaram uma suposta negligência ou imperícia por parte dos responsáveis pelo ritual.

Uma pessoa ligada a vítima, que preferiu não se identificar, disse à coluna que o ator havia tido sua primeira experiência com a ayahuasca em maio de 2022, em outro espaço religioso, no município goiano de Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do DF. Ele foi levado ao local por três amigos, que lhe apresentaram o ritual.

“Depois da primeira experiência, o Micael se sentiu motivado a buscar outras, pois queria lidar com algumas questões espirituais que ele julgava necessário resolver”, disse.

O dançarino também teria ficado agitado na primeira experiência e acabou contido por outras pessoas. No entanto, bebeu água e se deitou até que os efeitos do chá cessassem. “Naquela ocasião, não houve maiores consequências e ele decidiu que participaria novamente”, contou.

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