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Distrito Federal

MPDFT aponta ilegalidade e quer rebatizar o Estádio Abadião

Nome da arena foi dado em homenagem à ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, fundadora de Ceilândia. Norma veda referências a pessoas vivas

Repórter de Distrito Federal28/01/2020 19:02, atualizado 28/01/2020 19:13
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Michael Melo/Metrópoles
MPDFT aponta ilegalidade e quer rebatizar o Estádio Abadião

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) acionou o Governo do Distrito Federal (GDF) para que tire o nome do Estádio Abadião, em Ceilândia. A determinação é da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social e se baseia em lei federal que impede que monumentos e obras públicas sejam batizados como homenagem a personalidades vivas.

A arena futebolística (foto em destaque) recebeu o nome de Maria de Lourdes Abadia (PSB), um tributo à ex-governadora do Distrito Federal. A assistente social foi uma das fundadoras da região administrativa e ajudou a remover moradores do conhecido Morro do Urubu para o loteamento que recebeu o nome de Ceilândia. A nomenclatura surgiu das junções de Comissão de Erradicação de Invasões (CEI).

O promotor Sérgio Bruno cobra explicações da administração regional da cidade e determinou prazo de 10 dias para o posicionamento do GDF. Segundo o MPDFT, o pedido tramita desde 2009, mas sem solução, conforme indica o órgão fiscalizador.

Em contato com a coluna, o administrador de Ceilândia, Marcelo Martins – mais conhecido como Marcelo Piauí –, explicou que a solicitação foi encaminhada para a área jurídica da representação ceilandense do GDF. “Somente após o parecer da área poderemos definir o que será feito”, frisou.

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