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A Polícia Civil do DF indiciou, nesta terça-feira (7/11), o jovem Johan Homonnai, 18 anos, por homicídio culposo – quando não há intenção de matar. Ele dirigia o carro que, no dia 21 de outubro, atropelou e causou a morte do ciclista Raul Aragão, 23, na via L2 Norte.

Segundo o delegado Laércio Rossetto, chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) e responsável pelo caso, as investigações apontaram irresponsabilidade do motorista. “Decidimos pelo indiciamento porque entendemos que houve imprudência do jovem ao trafegar a 95 km/h em uma via de 60 km/h”, afirmou ao Metrópoles.

Os dados sobre a velocidade do veículo foram constatados em laudo do Instituto de Criminalística da corporação e configuraram peça imprescindível para as investigações. O documento indicou ainda que a vítima foi arrastada por 38 metros após o choque, atingindo o canteiro central da via.

Também nesta terça (7), Johan Homonnai compareceu à 2ª DP para prestar esclarecimentos, após acerto dos investigadores com a defesa do acusado. No entanto, segundo o delegado, o rapaz permaneceu em silêncio durante todo o depoimento.

O inquérito, finalizado em 16 dias, agora será enviado ao Judiciário e ao Ministério Público o que, de acordo com Rossetto, deve ocorrer até o fim da tarde desta quarta-feira (8).

O acidente
O estudante da UnB Raul Aragão foi atropelado em 21 de outubro por volta das 14h40, entre as quadras 406 e 407 Norte. O ciclista chegou a receber socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e ser levado para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte ao acidente.

Segundo a Polícia Militar, Johan Homonnai, motorista do veículo, permaneceu no local. De acordo com os militares, o rapaz realizou o teste do bafômetro, que não acusou embriaguez.

Somente neste ano, segundo o Departamento de Trânsito (Detran-DF), 14 ciclistas morreram no DF. Em 2016, foram 19.

 

 

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