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O motorista condutor do carro que matou o ciclista Raul Aragão trafegava em alta velocidade, a 95 km/h, no momento do acidente. A informação consta de laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Distrito Federal e foi divulgada nesta terça-feira (7/11). A via onde ocorreu o acidente tem velocidade permitida de 60 km/h, o que evidencia que o motorista estava bem acima do limite autorizado.

O laudo apontou também que o veículo estava em processo de frenagem antes da batida na vítima. O condutor, Johan Homonnai, 18 anos, iria pegar o retorno e isso comprova, segundo os exames, que o carro trafegava em velocidade superior a 95 km/h antes do acidente.

O laudo destaca ainda que a vítima foi arrastada por 38 metros após o choque, atingindo o canteiro central da via. A bicicleta conduzida por Raul Aragão acabou arremessada para longe e ficou bastante danificada.

À reportagem, a Polícia Civil do DF informou que providenciará a inquirição do condutor do veículo até quarta-feira (8) e deverá concluir o inquérito até sexta-feira (10).

Na segunda-feira (6/11), a ONG Rodas da Paz pediu ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) que acompanhasse o caso junto à Polícia Civil. Segundo a ONG, houve demora na apuração da ocorrência e o possível autor do crime ainda não teria sido ouvido pela 2ª DP (Asa Norte), delegacia responsável pelo caso.

“Estamos empenhados nesse caso e vamos concluir as investigações antes mesmo dos 30 dias previstos pelo Código de Processo Penal”, disse o delegado Laércio Rossetto, da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), ao Metrópoles.

O acidente
O estudante da UnB Raul Aragão foi atropelado em 21 de outubro por volta das 14h40, entre as quadras 406 e 407 Norte. O ciclista chegou a receber socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi levado para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), mas não resistiu aos ferimentos provocados pelo acidente e morreu no domingo (22).

Segundo a Polícia Militar, Johan Homonnai, motorista do veículo, permaneceu no local. De acordo com os militares, o rapaz realizou o teste do bafômetro, que não acusou embriaguez.

Somente este ano, segundo o Departamento de Trânsito (Detran-DF), 14 ciclistas morreram no DF. Em 2016, foram 19.

 

 

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