*
 

A ONG Rodas da Paz e a família do estudante da Universidade de Brasília (UnB) Raul Aragão, morto ao ser atropelado quando transitava de bicicleta pela Asa Norte no dia 21 de outubro, pediram ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) que acompanhe o caso junto à Polícia Civil. Eles alegam demora na apuração da ocorrência e afirmam que o autor do crime ainda não teria sido ouvido pela delegacia responsável, a 2ª DP (Asa Norte).

“Nosso pedido é para que ele seja ouvido logo. Essa demora não beneficia as investigações, apenas favorece a defesa do autor do atropelamento”, disse a diretora administrativa da Rodas da Paz, Renata Florentino.

Renata afirma que, nos próximos dias, a ONG vai procurar a 2ª Delegacia de Polícia para entregar um ofício com o mesmo pedido levado ao MPDFT. A diretora da Roda da Paz conta ainda que a decisão foi tomada em conjunto com a família, que está em contato direto com os investigadores. Até hoje, o nome da pessoa responsável pela fatalidade não foi informado.

A reportagem procurou a 2ª DP, mas não conseguiu falar em nenhum dos números telefônicos informados.

Renata conta que esse não é o primeiro caso em que há demora nas investigações sobre mortes de ciclista. Em 2015, Antônio Fonseca foi atropelado em Samambaia, não resistiu aos ferimentos e morreu. Na oportunidade, nenhuma testemunha foi arrolada para depor sobre o caso e, segundo a diretora da Rodas da Paz, não houve esforço das autoridades para elucidar a ocorrência.

O acidente
Estudante de sociologia da UnB, Raul integrava o coletivo de ciclistas Bike Anjo, no qual ensinava pessoas a andarem de bicicleta. Ele foi atropelado por volta das 14h40 na via L2, entre as quadras 406 e 407 Norte.

Raul chegou a receber socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi levado para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), mas não resistiu aos ferimentos provocados pelo acidente.

 

 

COMENTE

atropelamentociclismorodas da pazRaul Aragão
comunicar erro à redação

Leia mais: Trânsito