Mortes no Anchieta: Justiça do DF nega quebra de sigilo do processo

O pedido, feito pelo MPDFT, foi negado nessa segunda-feira (1º/6), durante a terceira sessão da audiência de instrução do caso

atualizado

metropoles.com

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João Paulo Nunes/Metrópoles
Fórum de Taguatinga
1 de 1 Fórum de Taguatinga - Foto: João Paulo Nunes/Metrópoles

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) negou, nessa segunda-feira (1º/6), a quebra de sigilo do processo que apura a morte de três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF).

A medida havia sido solicitada pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) na semana passada, alegando que o caso é de interesse público, o que justificaria a liberação das informações.

Porém, o juiz que conduz o processo negou o pedido durante a terceira sessão da audiência de instrução dos três técnicos de enfermagem (Amanda Rodrigues Sousa, 28 anos, Marcos Vinicius Silva, 24, Marcela Camilly, 22) acusados de homicídio de três pacientes do Hospital Anchieta.

Até o momento, 23 das 32 testemunhas já foram ouvidas no Fórum do Taguatinga. A próxima audiência está marcada para segunda-feira (8/6), quando serão ouvidas mais nove testemunhas, além dos três réus.

Entenda

Os técnicos de enfermagem são acusados de três homicídios e cinco tentativas, ocorridos na UTI do Anchieta, entre novembro e dezembro do ano passado. Pelo fato de o processo tramitar em segredo de Justiça, os depoimentos serão acompanhados apenas pelas partes e interessados já cadastrados no processo, como os assistentes de acusação.

A fase de audiência de instrução serve exclusivamente para produção de provas, e não se trata de um julgamento definitivo.


Veja a cronologia do caso:

  • Em 11 de janeiro, a Polícia Civil (PCDF) deflagrou a primeira fase da Operação Anúbis. Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente, e mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
  • Àquela altura, porém, o caso ainda não tinha vindo à tona. O teor da operação só foi noticiado em 19 de janeiro, quando a PCDF confirmou que três técnicos de enfermagem foram presos por suspeita de envolvimento em mortes de pelo menos três pacientes do Hospital Anchieta.
  • O caso foi denunciado à polícia pelo próprio Hospital Anchieta, após a instituição notar estranheza nos óbitos e semelhança entre os casos.
  • Descobriu-se, então, que Amanda Rodrigues de Sousa, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo e Marcela Camilly Alves da Silva injetaram altas doses de medicamentos que provocaram parada cardíaca em João Clemente Pereira, 63, Marcos Moreira, 33, e Miranilde Pereira da Silva, 75.
  • Segundo as investigações, Marcos Vinícius era o responsável por injetar as medicações, enquanto Amanda e Marcela davam cobertura.

 

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