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Distrito Federal

Mortes em UTI: 8 testemunhas serão ouvidas em audiência de instrução

A audiência de instrução é uma etapa para produção de provas e oitiva das partes envolvidas; o trio é acusado de assassinato em hospital

27/05/2026 16:00, atualizado 27/05/2026 17:37
João Paulo Nunes/Metrópoles
Fórum de Taguatinga

Oito pessoas serão ouvidas nesta quarta-feira (27/5) durante o primeiro dia de audiência de instrução do caso das mortes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

A audiência de instrução – que vai colher o depoimento das partes e analisar as provas para dar andamento ao caso dos três técnicos de enfermagem acusados de matar pacientes no Hospital Anchieta – começou nesta quarta-feira (27/5), em Taguatinga (DF). Os acusados chegaram ao tribunal do júri no início da tarde.

As audiências realizadas no plenário do Tribunal do Júri de Taguatinga serão conduzidas também nos dias 29 de maio e 1º de junho.

Pelo fato de o processo tramitar em segredo de Justiça, os depoimentos serão acompanhados apenas pelas partes e pelos interessados já cadastrados no processo, como os assistentes de acusação.

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A fase de audiência de instrução serve exclusivamente para produção de provas e não se trata de um julgamento definitivo.

Mortes em UTI

Os técnicos de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva foram acusados e denunciados pelas mortes de Marcos Moreira, aos 33 anos, João Clemente Pereira, 63, e Miranilde Pereira da Silva, 75.

Os três técnicos de enfermagem chegaram ao Tribunal na tarde desta quarta-feira (27/5) em viaturas da Polícia Penal.

O trio pode ser ouvido, mas não está confirmado se os acusados prestarão depoimentos. “A programação prevê a oitiva das testemunhas pelas partes, e ao final, poderá ocorrer o interrogatório dos réus”, informou o TJDFT.


Veja a cronologia do caso:

  • Em 11 de janeiro, a Polícia Civil do DF (PCDF) deflagrou a primeira fase da Operação Anúbis. Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente, e mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
  • Àquela altura, porém, o caso ainda não havia vindo à tona. O teor da operação só foi noticiado em 19 de janeiro, quando a PCDF confirmou que três técnicos de enfermagem foram presos por suspeita de envolvimento em mortes de pelo menos três pacientes do Hospital Anchieta.
  • O caso foi denunciado à polícia pelo próprio Hospital Anchieta, após a instituição notar estranheza nos óbitos e semelhança entre os casos.
  • Descobriu-se, então, que Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 injetaram altas doses de medicamentos que provocaram parada cardíaca em João Clemente Pereira, 63; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75.
  • Segundo as investigações, Marcos Vinícius era o responsável por injetar as medicações, enquanto Amanda e Marcela davam cobertura;
  • O Metrópoles obteve imagens dos técnicos de enfermagem injetando substâncias que mataram os três pacientes. Os acusados aumentavam as doses dos remédios em até 10 vezes, tornando-os tóxicos e letais. Em um dos casos, eles chegaram a ministrar desinfetante nas vítimas.