Após inspeção, Moro prorroga Força Nacional em presídio do DF

Homens da Força continuarão fazendo a segurança na área interna da Penitenciária Federal, onde estão líderes do PCC

atualizado

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presídio federal de brasília
1 de 1 presídio federal de brasília - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Força Nacional de Segurança Pública vai permanecer por mais seis meses fazendo o policiamento de guarda e segurança na área interna da Penitenciária Federal de Brasília. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (27/02/2020).

As ações da Força Nacional serão em apoio ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e têm “caráter episódico e planejado”, pelo período de 9 de março a 4 de setembro de 2020. O número de militares a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Esta é a terceira vez que o ministro Sergio Moro decide prorrogar a atuação da Força Nacional no presídio. Em 2 de setembro de 2019, alguns meses após os principais líderes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) serem transferidos para o presídio de responsabilidade da União, Moro estendeu o prazo pela segunda vez para 180 dias.

De acordo com a portaria, o prazo de 180 dias poderá ser prorrogado, caso haja necessidade, e caberá ao órgão solicitante dispor da infraestrutura necessária para o trabalho da Força Nacional.

Inspeção

Moro elogiou, nessa quarta-feira (26/02/2020), a eficiência do trabalho preventivo realizado na Penitenciária Federal de Brasília.

Após a inspeção técnica surpresa, o ministro usou o Twitter para reforçar a decisão de que o local conta com a segurança necessária para abrigar os criminosos de alta periculosidade, sem riscos para a população do DF.

“Conta ela [a penitenciária], preventivamente, com o apoio das Forças Armadas na segurança. Presídios federais desde 2006 sem celulares, sem rebeliões e sem fugas”, postou.

Crise

A penitenciária federal abriga líderes do PCC, como Marcos Camacho, o Marcola, fato que motivou a insatisfação do Governo do DF e de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Distrito Federal (OAB-DF).

Por mais de uma vez, o governador Ibaneis Rocha (MDB) subiu o tom e criticou Moro pela decisão de transferir os criminosos para o DF.

Desde que recebeu a primeira crítica do governador, o ministro da Justiça mantém o discurso de que o presídio federal é seguro o suficiente para evitar possíveis fugas de detentos mais perigosos.

Metrópoles chegou a revelar um plano de fuga preparado para Marcola, fato que motivou Moro a escalar reforço nacional para evitar a efetivação da estratégia.

O caso foi levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Palácio do Buriti, mas o ministro Roberto Barroso indeferiu o pedido de transferência dos criminosos para outras unidades penais.

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