Menina de 6 anos corre contra o tempo para não perder a visão
Moradora do Novo Gama precisa de transplante de córnea antes de completar 7 anos para ter chance de voltar a enxergar
atualizado
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Uma corrida contra o tempo mobiliza a família da pequena Eloah Nunes Schenquer, de 6 anos, moradora do Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal. Diagnosticada desde o nascimento com epidermólise bolhosa distrófica recessiva, uma doença rara e grave, a criança enfrenta agora um novo e urgente desafio: salvar a própria visão.
De acordo com relatório médico, Eloah já apresenta comprometimento grave da córnea do olho esquerdo, com formação de tecido que impede o desenvolvimento adequado da visão. Atualmente, ela tem visão reduzida em um dos olhos e apenas percepção de luz no outro, o que acende um alerta para o risco iminente de perda visual permanente.
O médico oftalmologista responsável pelo caso indicou a realização urgente de um transplante de córnea associado à colocação de membrana amniótica. O procedimento é necessário para restaurar a transparência da córnea e possibilitar a recuperação da visão.
A cirurgia precisa ser feita preferencialmente antes que a criança complete 7 anos, idade considerada crítica para o desenvolvimento da visão. Eloah fará aniversário em 7 de agosto e, segundo a família, esse prazo é decisivo.
Segundo a mãe da menina, Maria de Fátima Nunes, de 44 anos, ao Metrópoles, o procedimento até pode ser realizado após essa idade, mas as chances de recuperação da visão diminuem drasticamente.
“Ela até pode fazer a cirurgia depois, mas seria mais por estética. Para voltar a enxergar, precisa ser agora. Depois dos sete anos, o cérebro deixa de desenvolver a visão corretamente”, explica.
Mesmo enfrentando as limitações visuais, Eloah frequenta a escola e tenta acompanhar as atividades escolares, enquanto a família tenta garantir o tratamento.
A mãe relata que buscou atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quando a filha era bebê, no Hospital Universitário de Brasília (HUB), mas recebeu alta após avaliação médica.
“Passamos pelo SUS no primeiro ano de vida dela, no Hospital Universitário de Brasília (HUB), mas depois nos informaram que não havia mais o que fazer por ela por lá. Desde então, buscamos atendimento com especialistas e continuamos procurando alternativas”, disse.
Após consultas em diferentes cidades, a família encontrou um especialista em Curitiba (PR) que indicou a possibilidade da cirurgia. No entanto, o procedimento tem custo estimado em R$ 23,5 mil, valor que não inclui despesas com deslocamento, hospedagem e alimentação.
Para custear o tratamento, a família iniciou uma “vaquinha” há cerca de duas semanas e já conseguiu arrecadar R$ 8 mil. Além disso, a ONG Jardim das Borboletas, que acompanha a criança, também promove uma rifa para ajudar na arrecadação dos recursos.
Enquanto busca apoio financeiro, a mãe procura ainda auxílio jurídico para tentar viabilizar o tratamento.
“Estou em atendimento na Defensoria Pública para ver como eles podem nos ajudar a viabilizar a cirurgia”, afirma.
A família segue mobilizando a comunidade e pede ajuda para garantir que o procedimento seja realizado a tempo.
Como ajudar
Chave Pix: 61985130328
Titular: Maria de Fátima Nunes Fonseca




