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Distrito Federal

Manifestação contra Bolsonaro reúne poucas pessoas perto da Funarte

Maioria dos manifestantes usava camisetas de movimentos sindicais. Deputados e representantes de partidos estiveram presentes

01/05/2022 18:37, atualizado 01/05/2022 19:13
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Hugo Barreto/Metrópoles
Pessoas em frente a palco vermelho com faixas em gramado

Após apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) se reunirem na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na manhã deste domingo (1º/5), Dia do Trabalho, grupos contra o governo federal protestaram nesta tarde, também no centro da capital. No local da manifestação, poucas pessoas estavam presentes por volta das 16h, horário marcado para o início do ato.

No estacionamento da Funarte, próximo à Torre de TV, há um palco com música e tendas montadas. Ambulantes vendem bandeiras do Brasil, bandeiras com o rosto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outras com a frase “Fora, Bolsonaro”.

A maior parte dos manifestantes nesta tarde estava usando camisas de movimentos sindicais. Poucos jovens estiveram no protesto.

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“Anos difíceis”

Para o ambulante Fernando Ferreira, 59 anos, que atua como vendedor nas ruas há nove anos, não é apenas um dia de trabalho, mas também de se fazer presente no ato contra o governo federal. “Esses têm sido anos difíceis para a gente”, afirmou.

Ele, que atualmente é um dos diretores do Sindicato dos Vendedores Ambulantes do DF (Sindvamb), conta que também esteve com seu carrinho de bebidas pela manhã no ato pró-Bolsonaro, na Esplanada, mas que as vendas não foram boas.

“Bloquearam a passagem e não deu para trabalhar pela manhã”, disse. “Agora, espero que, além de sair satisfeito com o ato, eu possa garantir minhas vendas, porque é o que coloca comida na mesa”, completou.

Para Jhonata Rodrigues, 27 anos, auxiliar de administração, uma das principais pautas que devem ser discutidas neste Dia do Trabalho é o desemprego no país. “Para a gente que é da juventude, é a questão do desemprego, que está muito grande no país. A revogação da reforma trabalhista é uma pauta importante para a gente”, pontuou.
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Jhonata Rodrigues, 27 anos
Jovem é auxiliar de administração
Fernando Ferreira, 59, é ambulante
Trabalhadores vendiam bandeiras durante o ato
Grupo estava com cartazes e bandeiras
Antônio Sousa, 62 anos
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Antônio Sousa, 62 anos

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Jhonata Rodrigues, 27 anos
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Jhonata Rodrigues, 27 anos

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Jovem é auxiliar de administração
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Jovem é auxiliar de administração

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Fernando Ferreira, 59, é ambulante
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Fernando Ferreira, 59, é ambulante

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Trabalhadores vendiam bandeiras durante o ato
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Trabalhadores vendiam bandeiras durante o ato

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Grupo estava com cartazes e bandeiras
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Grupo estava com cartazes e bandeiras

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Manifestação defendia o ex-presidente Lula
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Manifestação defendia o ex-presidente Lula

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Deputado distrital Chico Vigilante (PT)
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Deputado distrital Chico Vigilante (PT)

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Deputada federal Erika Kokay (PT)
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Deputada federal Erika Kokay (PT)

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Deputada distrital Arlete Sampaio (PT)
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Deputada distrital Arlete Sampaio (PT)

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Poucas pessoas participaram da manifestação nesta tarde
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Poucas pessoas participaram da manifestação nesta tarde

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Políticos de esqueda e representantes de sindicatos estiveram no local
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Políticos de esqueda e representantes de sindicatos estiveram no local

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Manifestantes seguram cartaz contra o governo Bolsonaro
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Manifestantes seguram cartaz contra o governo Bolsonaro

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Impacto da pandemia

Antônio Sousa, 62 anos, estava vendendo bandeiras LGBT e toalhas com o rosto do ex-presidente Lula. Ele diz que trabalha em eventos como este há mais de 20 anos e que sofreu com a pandemia.

Agora, também reforça a luta da classe trabalhadora no ato. “Todos nós sentimos o impacto dessa pandemia. Agora, as coisas estão voltando à normalidade e a gente que é trabalhador tem que estar presente em todo lugar. Estou aqui e estive mais cedo também na outra [manifestação pró-governo]”, comentou.

Os deputados distritais Arlete Sampaio (PT) e Chico Vigilante (PT), a deputada federal Erika Kokay (PT) e o presidente do PT-DF, Jacy Afonso, estiveram na manifestação e discursaram no palco.

“Nós temos que substituir esse governo por um projeto democrático popular, que o nosso companheiro Lula representa”, defendeu Arlete Sampaio. “Nossa bandeira verde e amarela não pode continuar sendo sequestrada por esse genocida [Bolsonaro]”, criticou Vigilante.

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