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Distrito Federal

Laudo indica que socos de Turra causaram morte de Rodrigo Castanheira

A indicação afastaria a hipótese de que as lesões que Rodrigo Castanheira sofreu na cabeça teria sido em virtude do impacto contra o carro

13/03/2026 10:25, atualizado 13/03/2026 11:08
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Material obtido pelo Metrópoles
Agressão Pedro Turra

Um laudo médico obtido pela família de Rodrigo Castanheira, que morreu após ser agredido por Pedro Turra, mostra que a morte do jovem foi por causa dos socos efetuados pelo ex-piloto de Fórmula Delta. Essa indicação afastaria a possibilidade de que a batida de Rodrigo contra o carro, durante a briga, teria ocasionado as lesões que o levaram à morte.

O documento foi elaborado pelo neurocirurgião Fábio Teixeira Giovanetti Pontes, a pedido da família, que fez uma vaquinha para contratar o trabalho. No laudo, o médico cita que o óbito do jovem foi ocasionado diretamente pela agressão.

“Especificamente pelos múltiplos traumas contusos desferidos pelo agressor com o punho direito contra o lado esquerdo da cabeça da vítima”, acrescentou.

O neurocirurgião ainda aponta que os socos efetuados por Turra causaram as seguintes sequelas em Rodrigo:

  • fratura linear do osso temporal esquerdo;
  • laceração da artéria meníngea média esquerda, com consequente formação de hematoma epidural volumoso à esquerda;
  • compressão encefálica progressiva;
  • edema cerebral refratário;
  • herniação encefálica; e
  • morte encefálica.

Dessa forma, a hipótese de que o trauma na cabeça tenha sido ocasionado pelo fato de o jovem ter batido a cabeça contra o carro é “médico-parcialmente refutada”, segundo Fábio.

“Todos os achados objetivos — tomográficos, cirúrgicos e necroscópicos — estão localizados no lado esquerdo, incompatível com o mecanismo de colisão com o veículo (que implicaria lesões à direita) e igualmente incompatível com lesão por contragolpe de tal magnitude sem trauma primário de alto impacto à direita, o qual está ausente”, explicou.
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Rodrigo morreu nesse sábado (7/2), após duas semanas na UTI
Jovem teve morte cerebral
Amigos, familiares, pessoas públicas e instituições ligadas ao jovem prestaram homenagens
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Momento da agressão, em 22 de janeiro
Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, 16 anos
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Rodrigo morreu nesse sábado (7/2), após duas semanas na UTI
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Pedro Turra está preso preventivamente pela morte do adolescente
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Pedro Turra
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Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
Tio de Rodrigo, o fisioterapeuta Flávio Henrique Fleury acredita que há mais envolvidos
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Tio de Rodrigo, o fisioterapeuta Flávio Henrique Fleury acredita que há mais envolvidos

Luis Nova/Especial Metrópoles (@LuisGustavoNova)

“Preservação íntegra da mão do agressor”

No laudo, o neurocirurgião levanta também a possibilidade da presença de um instrumento contundente, como um soco inglês, durante a briga. Isso se dá ao fato de que os documentos analisados permitem afirmar que há a “ausência total de lesões no punha/mão direita” de Turra, segundo Fábio.

“A presença de instrumento contundente (como soco inglês ou similar) explicaria coerentemente a preservação íntegra da mão do agressor e a intensidade do trauma capaz de produzir fratura craniana linear com hematoma epidural volumoso”, disse.

Dias após Turra ser preso preventivamente, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) chegou a apreender um soco inglês e uma faca esportiva na casa dele, no entanto, à época, os itens apreendidos não tinham correlação, até então, com a briga.

Apesar da possibilidade, Fábio ressalta que “não é possível afirmar com certeza absoluta” a utilização de tal instrumento, sendo recomendável a realização de “perícia específica nas imagens de vídeo em alta resolução e eventual análise biomecânica complementar para conclusão definitiva sobre este quesito”.

“O presente laudo levanta formalmente o seguinte quesito complementar de interesse pericial: ‘A mão direita do agressor estava protegida por objeto contundente, capaz de protegê-lo de qualquer tipo de lesão e, ao mesmo tempo, ocasionar fratura óssea do crânio da vítima?'”, pontua.

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