Justiça mantém prisão de homem que matou a ex e levou corpo para DP
Segundo a decisão, não há qualquer outra medida, além da prisão, que seja suficiente para garantir a ordem pública
atualizado
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A Justiça do Distrito Federal converteu em preventiva a prisão de Wellington de Rezende Silva (foto em destaque), de 43 anos, que matou a ex-mulher, Luana Moreira, 41, em Planaltina (DF), nessa segunda-feira (9/3).
A audiência de custódia foi realizada nesta terça-feira (10/3). Ao fundamentar a conversão em prisão preventiva, o juiz do Tribunal de Justiça (TJDFT) enfatizou a gravidade concreta dos fatos e a periculosidade social de Wellington. “A liberdade do conduzido vulnera a ordem pública e coloca em xeque a credibilidade da Justiça”, afirmou.
Na decisão, o magistrado também destacou que Wellington compareceu à delegacia logo após o crime, situação que se enquadra no conceito legal de flagrante.
Isso, de acordo com o magistrado, afastou a tese da defesa de que a prisão de flagrante seria ilegal, pelo fato de que ele teria se apresentado espontaneamente à autoridade policial.
Ainda segundo a decisão, nenhuma medida cautelar, a não ser a prisão preventiva, seria suficiente para garantir a ordem pública diante das circunstâncias do caso.
Sem remorso
No depoimento à Polícia Civil (PCDF), o feminicida detalhou, sem remorso, como matou a ex-mulher. No relato, ele descreveu o assassinato a facadas: “Peguei e empurrei a faca até entrar”.
Veja:
O motorista de aplicativo contou que buscou a manicure na casa onde ela estava morando para eles conversarem, com o intuito de reatar o casamento, e que, no meio do caminho, eles começaram a discutir e ao ouvir que ela não voltaria mais com ele, parou o carro e foi para cima dela: “Já estou na merda mesmo.”
Ao longo de todo o depoimento, o investigado não demonstrou arrependimento. No vídeo, ele aparece sem blusa – a camisa foi colocada por ele em cima do corpo da mulher após o crime -, cruza as pernas, se ajeita na cadeira e gesticula para contar os fatos.
Entenda o caso
– O crime ocorreu na segunda-feira (9/3), na DF-128, em Planaltina (DF);
– Após esfaquear a ex-mulher, Luana Moreira, o motorista de aplicativo escondeu a faca de açougue usada no crime embaixo do tapete do carro;
– Wellington estrangulou Luana com o cinto de segurança quando ela tentou fugir. Ao desmaiar, a vítima foi esfaqueada no pescoço, nas costelas e na orelha;
– Após o feminicídio, ele dirigiu até a 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) e deixou o corpo no banco do passageiro – e foi preso em flagrante. A polícia apreendeu a faca.
Segundo o delegado-chefe da 16ªDP, Richard Valeriano, o homem confessou o crime e alegou “ciúmes intensos”. Ele acreditava que Luana tinha um novo relacionamento. Wellington buscou Luana no Jardim Ruiz, onde ela morava com uma amiga – que a alertou para não entrar no carro, em vão.












