Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Justiça

Travestis acusadas de matar colega vão a júri nesta segunda

Assassinato teria sido motivado pela briga por pontos de prostituição. Crime ocorreu em janeiro de 2017

17/02/2020 07:27
Compartilhar notícia
Facebook/Reprodução
Travestis acusadas de matar colega vão a júri nesta segunda

Começa nesta segunda-feira (17/02/2020) o julgamento das travestis acusadas de participação no homicídio triplamente qualificado de Ághata Lios (foto em destaque). O crime ocorreu em janeiro de 2017 e será levado a júri popular.

Serão julgados os réus Daniel Ferreira Gonçalves – nome social Carolina Andrade ou Carol; Deyvisson Pinto Castro (Lohanny Castro); Greyson Laudelino Pessoa (Bruna Alencar); Francisco Delton Lopes Castro (Samira), e Letícia Oliveira Santos, que é acusada de ser a mandante do crime.

O homicídio de Ágatha aconteceu no final da tarde de 26 de  janeiro de 2017, dentro do Centro de Distribuição dos Correios, que fica no Setor G Sul, em Taguatinga, onde ela fazia ponto.

De acordo com denúncia do Ministério Público, os acusados, fazendo uso de “instrumentos perfuro-cortantes”, golpearam a vítima até a morte. O assassinato teria ocorrido, supostamente, em decorrência da disputa pelo ponto de prostituição.

Na época, o Metrópoles noticiou a guerra pelos pontos de prostituição na região do setor industrial de Taguatinga Sul. Na ocasião, a reportagem conversou com uma travesti que detalhou o esquema de exploração sexual liderado por cafetões e traficantes.

O crime ocorreu dentro de uma central de distribuição dos Correios, próximo ao local onde ela costumava fazer ponto.

https://youtu.be/Jedw-EyIGvk

Registrada como Wilson Julio Suzuki Júnior, Ágatha morreu após levar golpes de facão. Filmado pelas câmeras de segurança, o assassinato foi motivado por inveja, vingança e disputa por ponto de prostituição.

Toda a investigação foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual, ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin).

Fotos de Ágatha Lios:

Travestis acusadas de matar colega vão a júri nesta segunda - destaque galeria
9 imagens
A travesti costumava fazer ponto em Taguatinga Sul, local onde foi assassinada
A morte da travesti acabou revelando um grande esquema de prostituição no DF
Ágatha costumava viajar por todo o Brasil atrás de novos clientes
A polícia conseguiu identificar as cinco envolvidas no assassinato
A travesti era natural de Porto Velho (RO) e teria vindo para o DF para ganhar dinheiro com programas sexuais
Ágatha foi morta em 26 de janeiro de 2017 por um grupo de quatro travestis — a quinta envolvida é acusada de emprestar a arma do crime
1 de 9

Ágatha foi morta em 26 de janeiro de 2017 por um grupo de quatro travestis — a quinta envolvida é acusada de emprestar a arma do crime

Reprodução/Facebook
A travesti costumava fazer ponto em Taguatinga Sul, local onde foi assassinada
2 de 9

A travesti costumava fazer ponto em Taguatinga Sul, local onde foi assassinada

Reprodução/Facebook
A morte da travesti acabou revelando um grande esquema de prostituição no DF
3 de 9

A morte da travesti acabou revelando um grande esquema de prostituição no DF

Reprodução/Facebook
Ágatha costumava viajar por todo o Brasil atrás de novos clientes
4 de 9

Ágatha costumava viajar por todo o Brasil atrás de novos clientes

Reprodução/Facebook
A polícia conseguiu identificar as cinco envolvidas no assassinato
5 de 9

A polícia conseguiu identificar as cinco envolvidas no assassinato

Reprodução/Facebook
A travesti era natural de Porto Velho (RO) e teria vindo para o DF para ganhar dinheiro com programas sexuais
6 de 9

A travesti era natural de Porto Velho (RO) e teria vindo para o DF para ganhar dinheiro com programas sexuais

Reprodução/Facebook
Antes de morrer, Ágatha teria suplicado por sua vida
7 de 9

Antes de morrer, Ágatha teria suplicado por sua vida

Reprodução/Facebook
Os policiais identificaram que Ágatha tinha se desentendido com outra travesti, o que teria motivado sua morte
8 de 9

Os policiais identificaram que Ágatha tinha se desentendido com outra travesti, o que teria motivado sua morte

Reprodução/Facebook
Outras tavestis tinham inveja da beleza de Ágatha e resolveram matá-la
9 de 9

Outras tavestis tinham inveja da beleza de Ágatha e resolveram matá-la

Reprodução/Facebook

Duas das suspeitas de matar Ágatha, Carolina Andrade e Lohanny Castro, fugiram do DF e foram presas após assaltarem um homem em Manaus (AM). De acordo com informações da Polícia Civil do estado, elas roubaram o cliente na Rua das Missões, no bairro Colônia Terra Nova, zona norte da cidade.

Segundo informações que constam no Boletim de Ocorrência, a dupla agiu com violência e levou R$ 500, óculos, relógio, cordão e o celular do homem, após uma discussão devido a um programa sexual. O dinheiro estava escondido nos ânus das suspeitas.