Acusado de matar capoeirista queimada no DF vai a júri popular

Julgamento será na quinta-feira (06/02/2020), quase dois anos após o crime cometido pelo ex-companheiro da vítima, em março de 2018

atualizado 04/02/2020 19:34

Reprodução

Quase dois anos após o assassinato da capoeirista Sandra Rodrigues, 37 anos, o acusado de cometer o crime vai a júri popular, na quinta-feira (06/02/2020), às 9h, no Tribunal do Júri do Guará. Ex-companheiro da vítima, Márcio do Nascimento Batista, 36, conhecido como “Mano”, matou a mulher queimada, no dia 4 de março de 2018, na QE 11 do Guará I.

Naquela noite, o corpo de Sandra foi encontrado carbonizado dentro de um contêiner por uma equipe do Corpo de Bombeiros do DF, acionada para combater o fogo.

O acusado de cometer o crime já tinha passagens por violência doméstica e dois furtos antes do homicídio pelo qual responde. Na época, ele foi detido menos de 24 horas após matar a capoeirista e segue preso desde então.

Relembre o caso

O crime chocou a cidade, que viu a mulher crescer e desenvolver seu lado social nas praças da região administrativa nos anos de 1990. No entanto, o envolvimento com as drogas a teria afastado dos projetos sociais.

Sandra Rodrigues deixou dois filhos e cinco irmãs: três por parte de mãe e duas por parte de pai. Apaixonou-se pela capoeira ainda na infância e, ao longo do tempo, passou seus conhecimentos adiante, o que lhe rendeu o carinhoso apelido de “Sandrinha da Capoeira”.

Segundo a família da vítima, o homem sempre negou ter cometido o crime e a data do júri popular era constantemente adiada devido a sucessivos recursos impetrados pela defesa do acusado.

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