Jovem atropelada por sargento está estável e aguarda cirurgia

Maria Clara, 20 anos, atropelada no último sábado (24/4), encontra-se estável e deve passar por cirurgia nesta quinta-feira (30/4)

atualizado

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"Queremos justiça": diz mãe sobre motorista que atropelou filha no DF
1 de 1 "Queremos justiça": diz mãe sobre motorista que atropelou filha no DF - Foto: Imagem cedida ao Metrópoles

A jovem Maria Clara, 20 anos, atropelada no último sábado (24/4), no Riacho Fundo (DF), pelo sargento do Exército Guilherme da Silva Oliveira (imagem em destaque), 22, encontra-se estável e deve passar por uma cirurgia de bucomaxilo nesta quinta-feira (30/4), por causa das fraturas no rosto.

 

As informações do estado de saúde foram passadas ao Metrópoles pela mãe da vítima, Sara Leão. Além das fraturas no rosto, a jovem quebrou a bacia, e realizaria procedimentos cirurgicos ainda na segunda-feira (27/4). No entanto, por conta do inchaço, o processo foi adiado.

O atropelamento

No dia do atropelamento, Maria Clara estava acompanhada de uma amiga e, ao atravessar a faixa de pedestres, foi atingida pelo carro. Em seguida, o motorista deu ré em alta velocidade e passou por cima da vítima.

Câmeras de segurança de um comércio registraram o momento do atropelamento, conforme mostra o vídeo acima na reportagem. A amiga, que presenciou toda a ação, correu desesperada para prestar socorro.

De acordo com a mãe, pouco antes do ocorrido, a jovem esteve em uma distribuidora de bebidas da região, cujo proprietário é conhecido da família. “Ela ficou lá por pouco tempo. Um homem teria mexido com ela, mas ela nem se lembra”, relatou.

Prisão e investigação

Exército Brasileiro instaurou um procedimento administrativo para apurar os fatos e a conduta do sargento Guilherme da Silva Oliveira no atropelamento da jovem.

Em nota, o Comando Militar do Planalto (CMP) afirmou que vai colaborar com as investigações e fornecer informações necessárias ao esclarecimento do caso.

No comunicado, a corporação ainda cita que outro militar, que estava dentro do carro no momento do atropelamento, também será investigado.

“O Comando Militar do Planalto reforça que não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e repudia veementemente quaisquer atitudes que contrariem os valores e a ética militar, atuando com rigor na apuração de eventuais irregularidades, em colaboração com os órgãos competentes”, acrescentou.

Guilherme foi preso na noite dessa segunda-feira (27/4) e encaminhado à carceragem do Exército. Nessa terça (28/4), a Justiça do Distrito Federal decretou a prisão preventiva do motorista após audiência de custódia.

De acordo com o delegado da 29ª Delegacia de Polícia, Johnson Kenedy, o sargento responderá por tentativa de homicídio após o entendimento de que o ocorrido está fora do que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece.

Durante o interrogatório da Polícia Civil (PCDF), Guilherme alegou ter dado marcha ré no local para conseguir acessar o retorno da via, no sentido contrário. No entanto, o retorno fica a quase um quilômetro de distância do estacionamento onde estava.

No depoimento, o sargento ainda explicou que não parou para prestar socorro por estar em “choque” e com “medo” de ser linchado pelas pessoas que estavam próximas ao local do acidente.

Veja o depoimento:

 

 

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