O depoimento do sargento do Exército que atropelou e arrastou jovem no DF. Veja vídeo
Homem foi preso nesta segunda-feira (27/4). Após depoimento, foi levado à carceragem do Exército e vai responder por tentativa de homicídio
atualizado
Compartilhar notícia

O sargento do Exército Guilherme da Silva Oliveira (imagem em destaque), 22 anos, que atropelou e arrastou uma jovem no último sábado (25/4), no Riacho Fundo (DF), disse em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que foi “surpreendido” no momento do acidente. O militar foi preso nesta segunda-feira (27/4) após se apresentar à 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo) acompanhado pelo pai.
A jovem Maria Clara, 20 anos, foi atropelada pelo motorista que deu ré em alta velocidade. Ele passou por cima da vítima, que sofreu múltiplas fraturas na bacia e em ossos do rosto. Ela permanece internada na UTI de um hospital particular.
Veja:
Durante o interrogatório, Guilherme alegou ter dado marcha ré no local para conseguir acessar o retorno da via, no sentido contrário. No entanto, o retorno fica a quase um quilômetro de distância do estacionamento onde estava.
“Fui dar uma ré para me aproximar mais do retorno, só que fui surpreendido com esse atropelamento que não foi intencional. Não é da minha índole, não conheço ninguém”, disse à polícia.
O sargento também negou ter qualquer relação ou envolvimento com a jovem. Segundo o delegado da 29ª DP, Johnson Kenedy, Maria Clara e uma amiga dela confirmaram em depoimento de que os dois não se conheciam.
Fuga e medo de ser linchado
No depoimento, Guilherme explicou que não parou para prestar socorro por estar em “choque” e com “medo” de ser linchado pelas pessoas que estavam próximas ao local do acidente. Após atingir a jovem, Guilherme e os outros quatro ocupantes do carro fugiram do local.
“Todo mundo no carro entrou pânico. Eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser sair dali”, relatou.
Após o depoimento, ele foi levado para a carceragem do Exército. De acordo com o delegado, ele responderá por tentativa de homicídio após o entendimento de que o ocorrido está fora do que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece.
“O crime que mais se amolda naquela conduta praticada por ele [Guilherme] é a tentativa de homicídio. Ele conduziu um veículo, depois de ter ingerido bebida alcoólica, deu marcha ré na contramão e atingiu uma velocidade incompatível com a da via”, explicou.
Atropelamento na faixa de pedestres
Maria Clara foi atropelada e arrastada no último sábado (25/4), no Riacho Fundo (DF). Ela estava acompanhada de uma amiga e, ao atravessar a faixa de pedestres, foi atingida pelo carro. Em seguida, o motorista deu ré em alta velocidade e passou por cima da vítima.
Câmeras de segurança de um comércio registraram o momento do atropelamento, conforme mostra o vídeo acima na reportagem. A amiga, que presenciou toda a ação, correu desesperada para prestar socorro.
Maria Clara passaria por uma cirurgia nessa segunda-feira, mas, devido aos inchaços, o procedimento foi adiado. Segundo a mãe da jovem, Sara Leão, ela permanece internada na UTI de um hospital particular. A vítima sofreu fraturas na bacia e em ossos do rosto.
De acordo com a mãe, pouco antes do ocorrido, a jovem esteve em uma distribuidora de bebidas da região, cujo proprietário é conhecido da família. “Ela ficou lá por pouco tempo. Um homem teria mexido com ela, mas ela nem se lembra”, relatou.










