Hospital de Campanha do Mané Garrincha recebe mais 15 pacientes do Hran
Agora, já são 20 pessoas contaminadas pelo coronavírus que estão sendo tratadas na estrutura montada no estádio

O Hospital de Campanha instalado no Estádio Nacional Mané Garrincha recebeu mais 15 pacientes contaminados por coronavírus nesse sábado (23/05). Eles foram transferidos do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Na sexta-feira (22/05), outros cinco chegaram à unidade. Os 20, segundo a Secretaria de Saúde, são atendidos em leitos com suporte avançado.
A pasta informou que o primeiro a chegar foi um aposentado de 72 anos. Com sinais de melhora e sem a necessidade de continuar usando antibióticos, ele foi um dos selecionados para atendimento no hospital do Mané Garrincha. Logo na entrada, conforme informou a Secretaria de Saúde, emocionou-se e elogiou as instalações: “Isso aqui é de primeiro mundo. Obrigado por terem me trazido para cá”.
A estrutura montada no estádio tem 197 leitos, sendo 173 de enfermaria adulto, mais 20 de suporte avançado e quatro de emergência. Até o momento, a Saúde já contratou 123 profissionais de várias especialidades para atender no primeiro Hospital de Campanha a começar a funcionar no DF. A expectativa é chegar a aproximadamente 300 funcionários quando todos as vagas tiveram ocupadas.
O GDF fechou dois contratos emergenciais para colocar o hospital em funcionamento. O primeiro, no valor de R$ 79 milhões, foi firmado para o gerenciamento dos leitos, fornecimento de insumos e equipamentos hospitalares e a contratação da equipe de saúde, formada por médicos, enfermeiros e farmacêuticos, entre outros profissionais da área.
Este contrato está sendo alvo de investigação. No dia 15 de maio, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagraram a Operação Grabato, para cumprir mandados de busca e apreensão. A suspeita é de direcionamento no processo. Conforme a coluna Grande Angular revelou, em reportagem publicada no dia 30 de abril, o proprietário da empresa contratada pelo GDF para gerir os leitos do hospital do Estádio Mané Garrincha é acusado de peculato por, supostamente, ter causado dano ao erário no valor de R$ 1,3 milhão.
O segundo contrato, no valor de R$ 5,9 milhões, foi firmado para realizar as obras de adequação física do estádio ao padrão de um Hospital de Campanha. As mudanças incluíram a demolição de parte da estrutura, a instalação de um novo piso na área da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), de nobreak e de sistema I.T médico – um tipo de instalação elétrica exigida em alguns ambientes de assistência especializada.
Além disso, o contrato abrange redimensionamento do sistema de ar-condicionado, construção de postos de enfermagem e manutenção corretiva e preventiva durante o período de atendimento, bem como o processo de desmontagem que ocorrerá depois da pandemia.
De acordo com o último boletim da Secretaria de Saúde, divulgado no início da noite desse sábado (23/05), o DF registrou 6.248 casos da Covid-19. Do total de pacientes infectados, 3.410 estão recuperados e 95 evoluíram para óbito. Desses, seis eram residentes de cidades do Entorno, mas estavam internados em unidades de saúde da capital do país.
Nesse sábado, o governador Ibaneis Rocha (MDB) visitou o Hospital de Campanha que está sendo erguido na Papuda e anunciou uma outra unidade, na Penitenciária Feminina do DF.













