Greve geral: veja o que para nesta sexta-feira no Distrito Federal

Rodoviários decidiram descumprir decisão judicial e prometem não circular. Escolas públicas e bancos estarão de portas fechadas

André Borges/Esp MetrópolesAndré Borges/Esp Metrópoles

atualizado 14/06/2019 9:25

A greve geral paralisa alguns serviços essenciais, nesta sexta-feira (14/06/2019), no Distrito Federal. O ato convocado como forma de protesto à reforma da Previdência recebeu uma série de liminares expedidas pela Justiça, determinando a manutenção integral ou parcial dos serviços. No entanto, algumas categorias não vão cumprir as decisões judiciais.

É o caso dos rodoviários. Eles decidiram parar e não seguir a liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de manter toda a frota rodando. A multa por descumprimento é de R$ 100 mil por empresa afetada; mas, em conversas em grupo de WhatsApp da categoria às quais o Metrópoles teve acesso, a orientação dos dirigentes é que os trabalhadores permaneçam em casa.

Para impedir que motoristas e cobradores furem a greve, representantes do Sindicato dos Rodoviários disseram que estarão na porta das garagens das empresas para garantir que nenhum ônibus saia.

Segundo dados do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), existem hoje no DF 2.816 ônibus: 213 articulados, 52 do tipo “padron” (aqueles que, além das portas dianteira e traseira, têm uma central), 2.166 alongados e 385 miniônibus/micro-ônibus. Somente como usuários do bilhete único, há 1,5 milhão de passageiros cadastrados, nas 833 linhas de ônibus do Distrito Federal.

Metrô

Com uma greve que já dura 46 dias, os metroviários decidiram manter o esquema em vigor nas últimas semanas: 75% do efetivo nos horários de pico e 30% nas demais horas do dia. O TRT determinou que ao menos 40% dos servidores estejam em atividade, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do DF (Sindmetrô) informou não ter sido notificado da decisão emitida nessa quinta (13/06/2019).

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Greve dos metroviários
Educação

As escolas públicas não funcionarão e os professores decidiram fazer uma assembleia nesta sexta-feira. Além de apoiarem o movimento nacional, eles vão para a Praça do Buriti, às 9h30, pedir reajuste salarial e o cumprimento da meta 17 do Plano Distrital de Educação.

A Secretaria de Educação informou, por meio de nota, que as aulas não ministradas durante a paralisação deverão ser repostas em datas a serem definidas pelas direções das escolas, ainda no segundo bimestre.

Bancos

O Sindicato dos Bancários aderiu ao movimento grevista. Conforme informou a assessoria de imprensa da entidade, agências de todos os bancos permanecerão fechadas nesta sexta. O terminais de autoatendimento e as casas lotéricas funcionarão normalmente.

Saúde e segurança

Médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, policiais federais, militares e civis optaram, até o momento, por não participar do movimento.

Servidores federais

A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condisef), que representa 80% dos 625 mil servidores federais, além de aposentados e pensionistas, decidiu participar da greve.

“Nossa base aprovou. Formalizamos ofício junto ao Ministério da Economia informando a paralisação. Vamos lutar pelo fim do desmonte do serviço público. Somos contra a liquidação das empresas públicas e contra essa reforma, que acaba com a nossa aposentadoria”, afirmou o secretário-geral da Condisef, Sérgio Ronaldo da Silva.

Outros serviços

Param também os funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), inviabilizando a abertura de postos de atendimento espalhados pelas regiões administrativas.

Servidores do Na Hora, do Departamento de Trânsito (Detran-DF), da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), entre outros, também prometem não ir às unidades de trabalho. O mesmo se aplica a servidores de ministérios, autarquias, fundações e outros órgãos e entidades vinculados ao governo federal.

Funcionários do Zoológico manifestaram-se a favor da greve, mas a assessoria de imprensa da fundação garantiu o funcionamento.

O Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do DF (Sindireta) votou por participar da greve geral. Com a adesão, ficam parados ainda a Defensoria Pública, a Procuradoria-Geral do DF e o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans).

Limpeza urbana

O juiz Antônio Umberto de Souza Júnior, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), determinou que a coleta de lixo no Distrito Federal seja mantida com pelo menos 50% dos trabalhadores da área durante a greve geral marcada para esta sexta-feira (14/06/2019).

No caso do lixo hospitalar, o serviço deverá ser realizado por 100% do efetivo. Se a decisão for descumprida, o sindicato que representa a categoria está sujeito ao pagamento de multa de R$ 200 mil.

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